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	<title>Luis Paiva &#8211; Health Talks</title>
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	<title>Luis Paiva &#8211; Health Talks</title>
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		<title>Mais agilidade no esclarecimento e resposta a profissionais de saúde</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Nov 2024 13:47:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[Através do WhatsApp “criou-se uma linha direta de comunicação entre a Bayer e os profissionais acerca do novo medicamento e da abordagem à insuficiência cardíaca”, afirmam Daniel Gaio Simões, diretor de Marketing da Bayer Portugal, e Maria Manuela Ferreira, Gestora de Marca, sobre a mais recente iniciativa digital lançada pela companhia com o objetivo de [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Através do WhatsApp “criou-se uma linha direta de comunicação entre a Bayer e os profissionais acerca do novo medicamento e da abordagem à insuficiência cardíaca”, afirmam <strong>Daniel Gaio Simões</strong>, diretor de Marketing da Bayer Portugal, e <strong>Maria Manuela Ferreira</strong>, Gestora de Marca, sobre a mais recente iniciativa digital lançada pela companhia com o objetivo de esclarecer dúvidas, junto dos profissionais de saúde. Em vídeo, apresentam os principais objetivos e desafios do projeto.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="“O canal surge da necessidade de os profissionais de saúde terem uma resposta mais rápida e ágil”" src="https://player.vimeo.com/video/1022975700?h=97b3a204f9&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="500" height="281" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">“Queremos esclarecer todo o tipo de dúvidas que existam”, afirma Daniel Gaio Simões, explicando que ficam contempladas informações sobre a prescrição, incluindo dosagem e contraindicações de Verquvo, bem como apoio na identificação de doentes elegíveis para o tratamento da insuficiência cardíaca crónica sintomática em adultos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As respostas são fornecidas por profissionais da empresa e não por robôs, estando disponíveis em dias úteis dentro do horário convencional de trabalho. Para questões mais completas, existe a possibilidade de agendar uma reunião, por exemplo. Se o pedido de esclarecimento for feito no fim de semana, a resposta é enviada no dia útil seguinte, explica Maria Manuela Ferreira</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A maior dificuldade que encontrámos foi a adaptação do projeto à realidade portuguesa. O projeto, quando nos foi apresentado, não era nos moldes em que está agora a ser utilizado, e a primeira preocupação foi: como é que isto nos pode ajudar a estar mais próximos dos profissionais de saúde e servi-los da melhor forma?”, conta Maria Manuela Ferreira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Estamos bastante entusiasmados, porque foi algo criado de fora para dentro. Ou seja: surge de uma necessidade dos profissionais de saúde nossos clientes em ter respostas rápidas e em serem esclarecidos quando precisam, portanto, estamos à espera de uma boa recetividade”, finaliza Daniel Gaio Simões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os profissionais de saúde, nomeadamente médicos, farmacêuticos e enfermeiros, podem aceder ao canal de várias formas: através da divulgação de um QR Code em congressos e eventos médicos, pelo LinkedIn da Bayer, e também pelo site.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><a href="https://healthtalks.newsfarma.pt/wp-content/uploads/2024/11/RCM_resumido_Verquvo-2.docx" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" src="https://healthtalks.newsfarma.pt/wp-content/uploads/2024/11/Verquvo_WhatsApp_700x300.pdf_1-2-2.jpg" alt="Verquvo WhatsApp 700x300.pdf 1" class="wp-image-2720"/></a></figure>
</div>

<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft is-resized"><img decoding="async" src="https://healthtalks.newsfarma.pt/wp-content/uploads/2024/11/triangulo-1-1.png" alt="triangulo.jpeg" class="wp-image-2721" style="width:23px;height:auto"/></figure>
</div>


<p class="has-text-align-left has-small-font-size wp-block-paragraph"><p class="has-text-align-justify has-small-font-size"> Este medicamento está sujeito a monitorização adicional. Nome: Verquvo 2,5, Verquvo 5mg, Verquvo 10 mg. Composição: Cada comprimido revestido por película contém 2,5 mg ou 5 mg ou 10 mg de vericiguat. Forma Farmacêutica: Comprimido revestido por película. Indicações terapêuticas: Verquvo é indicado para o tratamento da insuficiência cardíaca crónica sintomática em doentes adultos com fração de ejeção reduzida, que se encontrem estabilizados após um acontecimento de descompensação recente requerendo terapêutica IV. Posologia e modo de administração: A dose inicial recomendada é de 2,5 mg de vericiguat uma vez por dia. A dose deve ser duplicada aproximadamente a cada 2 semanas para alcançar a dose de manutenção alvo de 10 mg uma vez por dia, de acordo com a tolerância do doente. Se os doentes apresentarem problemas de tolerabilidade (hipotensão sintomática ou pressão arterial sistólica [PAS] inferior a 90 mmHg), recomenda-se a redução temporária da dose ou a descontinuação do vericiguat. Não são necessários ajustes posológicos em doentes idosos, em doentes com taxa de filtração glomerular estimada (TFGe) ≥15 ml/min/1,73 m2 (sem diálise), em doentes com compromisso hepático ligeiro ou moderado. População pediátrica: A segurança e eficácia de vericiguat em crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos não foram ainda estabelecidas. Verquvo deve ser tomado com alimentos. Contraindicações: Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes; Utilização concomitante de outros estimuladores da guanilato ciclase solúvel (GCs), tais como o riociguat. Advertências e precauções especiais de utilização: Hipotensão sintomática; Compromisso renal; Compromisso hepático; Doentes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência total de lactase ou malabsorção de glucose-galactose não devem tomar este medicamento. Interações medicamentosas: Outros estimuladores da guanilato ciclase solúvel (GCs); Inibidores da PDE5; Ácido acetilsalicílico; Varfarina; Combinação de sacubitril/valsartan; Nitratos orgânicos; Inibidores da UGT1A9/1A1; Utilização concomitante com medicamentos que aumentam o pH gástrico. Efeitos indesejáveis: Hipotensão, Anemia, Tonturas Cefaleia, Náuseas Dispepsia Vómitos Doença de refluxo gastroesofágico. Número da A.I.M.: 5819610; 5819628; 5819636; 5819644; 5819651; 5819669; 5819677; 5819701; 5819719. Data de revisão do texto: 07/2021. Para mais informações contactar o representante do titular de AIM Bayer Portugal, Lda Avenida Vítor Figueiredo nº4 4ºPiso 2790-255 Carnaxide. MSRM. Comparticipado (regime geral 69% e regime especial 84%). Notifique acontecimentos adversos a: INFARMED (<a href="mailto:farmacovigilancia@infarmed.pt">farmacovigilancia@infarmed.pt</a>), Bayer Portugal (<a href="mailto:drugsafety.pt@bayer.com">drugsafety.pt@bayer.com</a>).</p></p>
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		<title>“É preciso atingir o equilíbrio entre o tratamento, o benefício e a qualidade de vida que é possível proporcionar”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Nov 2024 18:19:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[A News Farma conversou com Nuno Vieira e Brito, assistente de Medicina Interna e membro da equipa fixa de Urgência da ULS de Santa Maria, sobre as valências e os desafios da equipa, nomeadamente perante o acompanhamento de doentes com insuficiência cardíaca (IC), e de que forma são geridos os episódios de descompensação, encaminhamento dos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" class=" size-full wp-image-2715" src="https://healthtalks.newsfarma.pt/wp-content/uploads/2024/11/3ddc7c1342202ff1939ae99b11098ec6-2-2.jpg" alt="" /></p>
<p>A News Farma conversou com <strong>Nuno Vieira e Brito</strong>, assistente de Medicina Interna e membro da equipa fixa de Urgência da ULS de Santa Maria, sobre as valências e os desafios da equipa, nomeadamente perante o acompanhamento de doentes com insuficiência cardíaca (IC), e de que forma são geridos os episódios de descompensação, encaminhamento dos doentes mais complexos, follow-up e recuperação. Assista à entrevista.</p>
<p><span id="more-2717"></span></p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" size-full wp-image-2716" src="https://healthtalks.newsfarma.pt/wp-content/uploads/2024/11/Design_sem_nome_21_infografia-2-2.jpg" alt="Design sem nome 21 infografia" width="1150" height="576" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Constituída por uma equipa de 14 assistentes de Medicina Interna, por colaboradores externos, uma equipa de Enfermagem, e por técnicos de Cardio-Pneumologia, Nuno Vieira e Brito garante que a equipa ainda está em construção e que o objetivo passa por crescerem “como um Serviço de Urgência e Emergência cada vez mais robusto”.</p>
<p>Ao Serviço de Urgência é comum chegarem doentes com IC de todo o espectro de descompensação, desde os mais ligeiros, aos que apresentam sinais de desconforto, edemas, até aos casos mais graves, “com necessidade de suporte invasivo e de uma avaliação mais cuidada”. Assim, esses doentes são sujeitos a diferentes circuitos, “de forma a tentarmos uma rápida estabilização e tratamento destes doentes”, refere.</p>
<p>Portanto, nos casos mais ligeiros a palavra de ordem é otimizar: “São avaliados em ambulatório e acabam por ficar ao nosso cuidado, por um período curto a fazer terapêutica, de forma a tentarmos otimizar o máximo possível e podermos, no final, enviar o doente para casa”. Os doentes com descompensações mais graves acabam por ficar “no serviço de observação ou na sala de reanimação e temos, quando necessário, o apoio da Cardiologia, que nos dá uma grande vantagem em relação a outros hospitais”, remata.</p>
<p>Para Nuno Vieira e Brito as maiores valências da equipa de urgência prendem-se com a crescente diferenciação de cada elemento, “seja na ecografia, seja na avaliação do doente crítico, seja na gestão do idoso”. Além disso, “a grande vantagem é a vontade de inovar”.</p>
<p>Perante o grande desafio que a equipa enfrenta, que se prende com o seguimento dos doentes, Nuno Vieira e Brito refere que o momento em que os doentes surgem nas urgências, devido a um episódio de descompensação, é uma boa oportunidade para rever a terapêutica aplicada, verificar se estão a cumprir as alterações no estilo de vida e as recomendações dos especialistas. “Muitas vezes conseguimos, em alguns doentes, fazer um ajuste na terapêutica, introduzir novos medicamentos moduladores de prognóstico e efetuar a reavaliação em consulta”, reflete.</p>
<p>“Estamos a tentar, cada vez mais, ter uma presença em ambulatório, onde estão os doentes com IC menos graves, em que tentamos estar mais presentes e discutir os doentes, com a equipa, para proporcionar mais segurança na abordagem ao doente e apresentarmos um plano mais estruturado”. Assim, o encaminhamento dos doentes, a partir dos episódios de urgência, depende do facto de os doentes já serem, ou não, seguidos pelo Hospital de Santa Maria. “Se não são seguidos pelo nosso hospital ou nos nossos centros de saúde, temos alguma dificuldade em conseguir que haja um follow up adequado para os doentes, apesar de, se acharmos indicado, possamos fazer um pedido de consulta para o nosso hospital”, reforça.</p>
<p>Depois dos episódios de descompensação, garantir a recuperação dos doentes passa por vigiar de perto, sobretudo os casos mais graves. “Temos a vantagem de termos o Hospital de Dia de IC, no Hospital Pulido Valente, e quando achamos que o doente tem uma indicação para esse tipo de seguimento, conseguimos referenciá-los diretamente”.</p>
<p>“A maior parte destes doentes não tem apenas IC, são pessoas com diabetes, hipertensão e múltiplas outras comorbidades, muitas vezes muito sintomáticas, em que é preciso atingir um equilíbrio entre aquilo que eu estou a tratar e o benefício que eu estou a dar ao doente”. Assim, a Medicina Interna é a especialidade que, por excelência, abrange “todas as problemáticas do doente e tenta estruturar um plano que é o ideal para tratar o doente, para otimizar as suas patologias, mas que, ao mesmo tempo, consegue dar ao doente a qualidade de vida, que é aquilo que, fundamentalmente queremos, que vivam mais tempo e com qualidade”, salienta Nuno Vieira e Brito.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Uma abordagem &#8220;UNIICA&#8221; à insuficiência cardíaca</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Sep 2024 14:01:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Insuficiência cardíaca]]></category>
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					<description><![CDATA[A poucos quilómetros da baía de Setúbal, vive uma clínica na ULS da Arrábida, que como o nome indica: é UNIICA. A Unidade Integrada de Insuficiência Cardíaca (UNIICA) foi criada em 2017, com o objetivo de colocar o doente no centro. Sara Gonçalves, coordenadora de Cardiologia da UNIICA desde o seu início, recebeu com a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" class=" size-full wp-image-2713" src="https://healthtalks.newsfarma.pt/wp-content/uploads/2024/09/fd2436c23111d947c615d80fa5115911-2-2.jpg" alt="" /></p>
<p>A poucos quilómetros da baía de Setúbal, vive uma clínica na ULS da Arrábida, que como o nome indica: é UNIICA. A Unidade Integrada de Insuficiência Cardíaca (UNIICA) foi criada em 2017, com o objetivo de colocar o doente no centro. <strong>Sara Gonçalves</strong>, coordenadora de Cardiologia da UNIICA desde o seu início, recebeu com a sua equipa a News Farma e partilhou os detalhes deste acompanhamento multidisciplinar aos doentes com insuficiência cardíaca (IC).</p>
<p><span id="more-2714"></span></p>
<p>A consulta de insuficiência cardíaca já existia, mas só em 2017 é que a UNIICA deu os primeiros passos e iniciou funções, esclarece Sara Gonçalves com “uma vontade conjunta do Serviço de Medicina Interna e de Cardiologia em melhorarem o cuidado ao doente com IC”.</p>
<p>A coordenadora destaca que existia um sentimento de incumprimento: “Um grande número de doentes não tinha uma resposta nem um seguimento adequados.” Neste sentido, reunindo esforços entre o Serviço de Medicina Interna, de Cardiologia e de urgência, através de equipas multidisciplinares, foram capazes de “reforçar os recursos humanos e estruturas físicas dedicadas ao seguimento deste doente”, refere.</p>
<p>Veja o vídeo.</p>


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<iframe title="Uma abordagem “UNIICA” à insuficiência cardíaca" src="https://player.vimeo.com/video/953181304?h=ba0c977aad&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="500" height="281" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media"></iframe>
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		<title>Um projeto “extremamente entusiasmante” e “emocionalmente desafiante”: a experiência da Clínica de Insuficiência Cardíaca da ULSGE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Sep 2024 09:45:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[Criada recentemente, a Clínica de Insuficiência Cardíaca da Unidade Local de Saúde Gaia e Espinho (ULSGE) é, segundo Pedro Gonçalves Teixeira, coordenador da mesma, “o reconhecimento de que este é um doente com um percurso cada vez mais longo e complexo, com necessidades assistenciais muito marcadas”. A News Farma conversou com o cardiologista e partilha [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" class=" size-full wp-image-2709" src="https://healthtalks.newsfarma.pt/wp-content/uploads/2024/09/a786836489dab4f04d53706ec376ba50-2-2.jpg" alt="" /></p>
<p>Criada recentemente, a Clínica de Insuficiência Cardíaca da Unidade Local de Saúde Gaia e Espinho (ULSGE) é, segundo <strong>Pedro Gonçalves Teixeira</strong>, coordenador da mesma, “o reconhecimento de que este é um doente com um percurso cada vez mais longo e complexo, com necessidades assistenciais muito marcadas”. A News Farma conversou com o cardiologista e partilha agora os desafios da prática clínica diária e a organização dos cuidados prestados, centralizados para “melhorar a acessibilidade dos doentes a tratamentos diferenciados”.</p>
<p><span id="more-2712"></span></p>
<p>Embora reconheça que os doentes com insuficiência cardíaca da ULSGE tenham sido “muito bem tratados ao longo dos anos, sempre com recurso e acesso a procedimentos inovadores”, Pedro Teixeira lembra que “este é um doente com um percurso cada vez mais longo e complexo, com necessidades assistenciais muito marcadas”, justificando-se, assim, a criação da Clínica de Insuficiência Cardíaca, em outubro de 2022, com o objetivo de centralizar os cuidados e “melhorar a acessibilidade dos doentes ao seu clínico e até mesmo à equipa de Enfermagem”.</p>
<p>Segundo o coordenador da Clínica de Insuficiência Cardíaca da ULSGE, esta inclui “o Hospital de Dia de Cardiologia como um lugar central e privilegiado de acesso a tratamentos diferenciados”, bem como “a reavaliações clínicas precoces do doente, não só com insuficiência cardíaca, como também com outros problemas cardiológicos a necessitar de orientação urgente”. Engloba igualmente “consultas estruturadas de insuficiência cardíaca avançada, insuficiência cardíaca no geral, Cardio-Oncologia, emiocardiopatias, entre outras”, além de “unidades de internamento, nomeadamente de cuidados intermédios e cuidados intensivos cardíacos”.</p>
<p>Questionado sobre a importância da criação de um espaço dedicado, com cuidados diferenciados para o doente com insuficiência cardíaca, Pedro Gonçalves Teixeira considera ter acontecido “com alguns anos de atraso relativamente até a outras especialidades” que lidam com doentes crónicos e com a complexidade inerente não só aos próprios, “que vivem cada vez mais anos”, como às várias patologias presentes nos mesmos. “É relativamente intuitivo, do ponto de vista estritamente clínico, que estes doentes precisam de equipas cada vez mais diferenciadas na área da patologia em questão, seja doença pulmonar obstrutiva crónica ou doença oncológica, por exemplo”, declara o cardiologista que, em linha com as anteriores considerações, refere que a necessidade de equipas dedicadas a este tipo de doentes, “permite, de certa forma, olear e flexibilizar procedimentos e reavaliações”, tornando também “os clínicos mais sensíveis a pequenas alterações nos doentes, ao longo tempo”. Isto faz com que se antecipem “descompensações maiores” e a ocorrência de “vários episódios de <em>worsening heart failure</em>”, ou seja, que haja “o reconhecimento precoce de que o doente está a evoluir para um quadro de insuficiência cardíaca avançada”.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class=" size-full wp-image-2710" src="https://healthtalks.newsfarma.pt/wp-content/uploads/2024/09/INFOGRAFIA_CARDIO_PNG_1-2-2.png" alt="INFOGRAFIA CARDIO PNG 1" width="780" height="900" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" /></p>
<p><strong>Organização de cuidados e referenciação de doentes para a Clínica </strong></p>
<p>De acordo com Pedro Gonçalves Teixeira, atualmente, “em presença física, o Hospital de Dia de Cardiologia é composto somente por especialistas em Cardiologia”. Por isso, há “uma relação muito próxima” com os colegas de Medicina Interna e de Nefrologia, reforçada em “reunião de grupo com uma periodicidade bastante aceitável”. O mesmo existe com os colegas dos cuidados paliativos e com “outras especialidades com as quais se traçaram vias verdes de acesso, começando, por exemplo, pela Neurologia e Endocrinologia”. “Em todas elas, são casos de parceria <em>on demand</em>, isto é, não são especialidades que estão em presença física, mas com as quais temos, realmente, uma disponibilidade muito pronta, sempre que há essa necessidade”, esclarece.</p>
<p>Quanto à referenciação de doentes para a Clínica, o coordenador afirma que “o mais frequente é o pós-internamento por insuficiência cardíaca aguda ou crónica descompensada, para uma reavaliação precoce” do <em>status</em> do doente. Por outro lado, a Clínica recebe “doentes que são vistos com insuficiência cardíaca inaugural no serviço urgência, de forma a tornar a reavaliação clínica do seu estado e a titulação da terapêutica médica o mais breve possível, logo após a alta, e a orientar de forma mais expedita o estudo etiológico destes quadros de insuficiência cardíaca <em>de novo</em>”.</p>
<p>“Menos frequentemente, os doentes podem ser referenciados, por exemplo, dos cuidados de saúde primários, devido a insuficiência cardíaca inaugural ou crónica descompensada, ou a partir da consulta externa de Cardiologia, de Medicina Interna, etc., pelo mesmo tipo de quadros e pela perceção de que o doente precisa de um acompanhamento a mais breve prazo ou de, eventualmente, cuidados/terapêuticas endovenosas”, descreve, reforçando que o Hospital de Dia é, nestes casos, o “local privilegiado de administração de terapêuticas específicas para a insuficiência cardíaca”.</p>
<p>Pedro Teixeira salienta que os doentes “têm sempre uma porta aberta” na Clínica, com “o número de telefone direto da enfermeira especialista que acompanha os quadros de insuficiência cardíaca, nomeadamente os mais avançados”. Assim, “perante sinais e sintomas de que esteja iminente uma descompensação, os doentes contactam esse número” e se a equipa achar que se “justifica, chama o doente no próprio dia ou no seguinte para ir ao Hospital de Dia, com vista à sua avaliação e administração/modificação de terapêutica, consoante esteja clinicamente aconselhado”.</p>
<p>“Muitas vezes os doentes têm receios fundados de recorrer ao serviço de urgência por este ou aquele sintoma, sabem que, na maior parte dos grandes hospitais, a resposta é pautada por longas horas de espera, etc. Portanto, havendo esta porta aberta, também nós temos, de certa forma, mais sensibilidade para detetar descompensações clinicamente relevantes e a possibilidade de chamar o doente num curto prazo de tempo, para avaliarmos clinicamente, e <em>in loco,</em> e confirmar se o doente está efetivamente descompensado e se desta descompensação resulta uma necessidade de internamento ou se conseguimos, reavaliando o doente dali a dois ou três dias, manejar esta descompensação em ambulatório”, assevera.</p>
<p>Como outra das mais-valias “mais palpáveis” da criação desta Clínica de Insuficiência Cardíaca, Pedro Teixeira enaltece o seu impacto na “evicção de internamentos e de episódios no serviço de urgência”, com “números não desprezíveis quando comparados aos que existiam na pré-instalação e funcionamento” da mesma, corroborando “o valor acrescentado destas unidades, não só pela diferenciação que oferecem, como pela acessibilidade e rapidez que permitem na avaliação dos doentes”.</p>
<p><strong>Desafios inerentes à complexidade de uma doença como a insuficiência cardíaca </strong></p>
<p>Sendo esta uma patologia que “abarca doentes de muitas gravidades”, o cardiologista clarifica: “A grande maioria, felizmente, não são os doentes com insuficiência cardíaca avançada, refratária, a necessitar de cuidados hospitalares frequentes, mas sim todos os outros que se encontram na comunidade, muitas vezes sem saberem que têm a doença”.</p>
<p>Logo, na sua perspetiva, “o principal desafio é reconhecê-los mais, e mais precocemente”. “Diria ainda que o grande desafio para toda a sociedade é prevenir os fatores de risco que implicam que, em Portugal, tenham uma prevalência de insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada completamente avassaladora, de quase um em cada sete adultos”. Ou seja, o foco deveria estar, como tem acontecido com outras patologias (p.e. acidente vascular cerebral e enfarte agudo do miocárdio), “na prevenção dos fatores de risco que geram a complicação/doença, tais como, a hipertensão, o excesso de consumo de álcool, o sedentarismo e outros fatores de risco cardiovasculares clássicos modificáveis”.</p>
<p>“Se tratarmos tudo isto como um todo, enquanto sociedade, pode ser que, daqui a cinco ou dez anos, consigamos controlar a inclinação da curva que está no sentido do aumento da prevalência da insuficiência cardíaca”, sublinha, reiterando: “Mas, para aquilo que é a realidade atual e aquilo com que temos de lidar, penso que o grande desafio, que ninguém questiona, é diagnosticarmos melhor e mais atempadamente”.</p>
<p>Para isso, diz Pedro Gonçalves Teixeira, há que “capacitar o grande <em>player</em> neste diagnóstico que são os cuidados de saúde primários”, que, “muitas vezes, não têm sequer acesso a um doseamento do NT-proBNP, fulcral no reconhecimento e validação clínica do diagnóstico em fase precoce”. A par deste exame analítico, o especialista defende igualmente o “acesso atempado a ecocardiogramas executados com qualidade” e a “capacitação das equipas médicas, obviamente, para serem mais sensíveis aos sinais e sintomas de insuficiência cardíaca”.</p>
<p>A literacia em saúde foi outro dos aspetos assinalados pelo coordenador da Clínica de Insuficiência Cardíaca da ULSGE e que, a seu ver, em Portugal, “deixa muito a desejar”. “Sensibilizar e educar os doentes para a identificação precoce de sinais e sintomas, muitas vezes marcantes e incapacitantes”, através de campanhas, das associações de doentes e “até mesmo nos centros de saúde e hospitais”, poderia fazer com que estes se sentissem “um importante <em>player</em> no reconhecimento atempado da insuficiência cardíaca, quer em familiares, amigos ou até em si mesmos”.</p>
<p>Em jeito de conclusão e a respeito da Clínica de Insuficiência Cardíaca da ULSGE do qual é coordenador, Pedro Gonçalves Teixeira considera este projeto “extremamente entusiasmante” por “sentir todos os dias, em casos muitos concretos e de forma muito próxima, que traz benefícios para os doentes”. “Mas, por outro lado, é emocionalmente muito desafiante”, ressalva, aprofundando: “Invariavelmente, uma parte relevante da nossa população está em estadios muito avançados, com elevadíssima refratariedade às nossas medidas terapêuticas que frequentemente referenciamos para paliação de sintomas e nos quais, muitas vezes, o desfecho não é aquele que gostaríamos que fosse. No ponto em que encontramos o doente, há situações em que não conseguimos mudar a história natural da doença. E é também nestes casos que acabamos por colher maior gratidão por parte do doente, da família e/ou cuidadores”.</p>
<p>Para o cardiologista, “acaba por se tornar gratificante o facto de se sentir, de forma muito palpável, que conseguem auxiliar num processo que é, sem dúvida, muito complexo do ponto de vista do doente e/ou de quem cuida dele diariamente”. “Estarmos presentes, com uma acessibilidade que há uns anos era inimaginável a nível Hospitalar no Serviço Nacional de Saúde, é estarmos a dar saltos de gigante no sentido positivo, pelo menos na minha opinião”, remata.</p>
<p><strong>&nbsp;</strong></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class=" size-full wp-image-2711" src="https://healthtalks.newsfarma.pt/wp-content/uploads/2024/09/Equipa_Hospital_de_Dia-2-2.jpeg" alt="Equipa Hospital de Dia" width="1509" height="789" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" /></p>
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		<title>“Ter o doente na equipa faz parte do nosso ADN”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Sep 2024 09:15:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[A abordagem da insuficiência cardíaca (IC) deve passar, cada vez mais, por um processo centralizado no doente, e o seu envolvimento e co-responsabilização são absolutamente fulcrais, afirma Aurora Andrade, coordenadora da Clínica de Insuficiência Cardíaca da Unidade Local de Saúde (ULS) do Tâmega e Sousa. Em entrevista, conta-nos a história que levou à criação deste [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" class=" size-full wp-image-2707" src="https://healthtalks.newsfarma.pt/wp-content/uploads/2024/09/0060e62cf7c869b03300254ca743ee3c-2-2.jpg" alt="" /></p>
<p>A abordagem da insuficiência cardíaca (IC) deve passar, cada vez mais, por um processo centralizado no doente, e o seu envolvimento e co-responsabilização são absolutamente fulcrais, afirma <strong>Aurora Andrade</strong>, coordenadora da Clínica de Insuficiência Cardíaca da Unidade Local de Saúde (ULS) do Tâmega e Sousa. Em entrevista, conta-nos a história que levou à criação deste centro e perspetiva de que forma pode ser feito o combate aos “números gigantes” associados à IC, salientando “o tratamento não farmacológico como fundamental para o sucesso”.</p>
<p><span id="more-2708"></span></p>
<p>{gallery}IC_Penafiel{/gallery}</p>
<p>A clínica “nasce, em 2011, da necessidade de alguns doentes precisarem de um atendimento mais apertado e especializado”, começa por afirmar, reforçando que os cuidados na IC exigem uma estrutura e acompanhamento organizados e multidisciplinares. A especialista indica que a população abrangida por esta unidade hospitalar “é extremamente grande, com mais de 500.000 habitantes” e, para além disso, fala de uma população complexa, com baixo nível de literacia para a saúde e com dificuldade em aceder aos cuidados médicos.</p>
<p>Fazendo uma retrospetiva do seu percurso, Aurora Andrade conta que integrou o corpo clínico do Hospital de São João, no qual iniciou o seu contacto com a IC. Da sua experiência, identificou a importância da criação de uma estrutura multidisciplinar, e sabendo da necessidade de a adaptar ao local em que prestava os cuidados, começou com uma equipa que contava com um médico e cinco enfermeiros. “Era provavelmente a única equipa que tinha apenas um médico e que o seu funcionamento se apoiava na Enfermagem”. Atualmente, é composta por três médicos e cinco enfermeiros “fulcrais nesta estrutura e&nbsp;intensamente dedicados” no seguimento atual de cerca de 350 doentes. O Hospital de Dia, “apesar de ser um espaço fisicamente reduzido, funciona de forma muito intensiva”, garantindo intervenções de otimização terapêutica, administração programada de fármacos, gestão de insuficiência cardíaca avançada em ambulatório, resposta a situações de <em>worsening heart failure</em> e sessões de ensino.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" src="images/Imagem_Clínica_IC_9jul.png" alt="Imagem Clínica IC 9jul" width="780" height="400" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" /></p>
<p>“Recebemos essencialmente doentes do pós internamento, logo seguido de doentes referenciados pela consulta de Cardiologia Geral; em menor número, porque os recursos são limitados, também recebemos doentes referenciados da consulta de Medicina Interna, Serviço de Urgência e diretamente indicados pelos colegas de Medicina Geral e Familiar (MGF)”, descreve. Durante o internamento, esta equipa seleciona então os doentes que perspetivam maior benefício duma intervenção mais específica. Neste sentido, como conta a especialista, “todos os doentes, antes de passarem para o ambulatório, têm uma sessão de ensino com a Enfermagem, de preferência envolvendo um familiar próximo”, sendo este outro eixo de intervenção diferenciador desta unidade, que acredita no papel do doente e família na sua gestão e, por isso, “ser extremamente importante que estes sejam coresponsabilizados”. “O doente faz parte da equipa e isso faz parte do nosso ADN”, afirma, explicando que este “tem de ser informado, responsabilizado, e colaborar ativamente, estando a equipa para o apoiar”.</p>
<p>Esta estrutura “é protocolada e estruturada de modo a obter o maior sucesso”. “Também nos interessa muito a qualidade de vida, pelo que fazemos regularmente questionários sobre qualidade de vida e também sobre ganhos em saúde, de modo a conseguirmos aferir resultados; estas avaliações são feitas, pelo menos, anualmente”, acrescenta. “Quando há registo de uma melhoria da situação clínica e não consideramos que seja necessário que se mantenha nesta estrutura tão apertada, o doente tem alta, orientado para a consulta de Cardiologia Geral ou, menos vezes, para a consulta de MGF”, explica.</p>
<p>De modo a apoiar as sessões de Ensino, a Clínica apresenta brochuras em papel com informação relevante para o conhecimento da sua doença. É muito interessante perceber que os doentes se sentem uma parte integrante, fundamental, e o centro de toda a gestão.”</p>
<p>“Esta integração do doente é algo em que apostamos de forma particular”, afirma. “Já temos dados que nos permitem perceber que os resultados são muito melhores quando o doente entende o que está a fazer e o porquê de cada intervenção”, acrescenta, explicando que a região do Tâmega e Sousa “tem dos concelhos mais carenciados do país e estas intervenções têm um grande potencial de sucesso”.</p>
<p>A pessoa que vive com uma doença crónica “tem de ter obrigatoriamente um conhecimento adequado da sua situação, porque só assim consegue identificar a descompensação precoce e adotar medidas que a evite”, salienta. “Sabe-se que o doente consciente da situação e que cumpra tem um prognóstico melhor”, acrescenta, explicando que os doentes não estavam habituados a serem co-responsabilizados. Nesta questão, aponta como igualmente importante a envolvência dos familiares e cuidadores.</p>
<p><strong>Relação médico-clínica: o impacto do contacto próximo</strong></p>
<p>Todos os doentes envolvidos nesta estrutura têm um cartão que, para além de os identificar, tem os dados necessários para o contacto com a Clínica. Durante a semana, das 8h00 às 20h00, cada um destes doentes pode, caso necessário, contactar a Clínica através de um número direto, mas também por email. O atendimento é feito pela enfermeira escalada e, quando assim acontece, “sabem que devem ter consigo alguns dados essenciais para a avaliação clínica, tais como peso, pressão arterial e frequência cardíaca; foram instruídos neste sentido”. Com este contacto, a médica conta que conseguem fazer ajustes nos fármacos, entre outras alterações que considerem relevantes. “Este formato tem funcionado de forma positiva”, sustenta, explicando que cada doente tem consigo o seu “passaporte”, no qual tem acesso aos sintomas e sinais de alarme, informações precisas e curtas para uma rápida e fácil compreensão, e que também tem espaço para os doentes preencherem com os seus dados objetivos e sobre como se sentem, exemplifica. “Optámos por formas simples de comunicação”, que garantem uma monitorização mais regular e adaptada, permitindo que os doentes quando recorrem ao Hospital de Dia sejam visitas maioritariamente programadas”.</p>
<p>Olhando para o futuro, Aurora Andrade acredita que com o alargamento do espaço e dos recursos humanos, a Clínica pode atingir o crescimento que ambiciona. Presentemente esta estrutura está dedicada a doentes com IC com fração de ejeção reduzida, essencialmente após internamento do Serviço de Cardiologia; segue doentes específicos, mas “é fundamental a criação de um programa que abranja mais doentes”, diz a especialista. “Não vamos desistir, tendo por isso insistido recentemente numa proposta para a instituição de um protocolo que se estenda a todos os doentes que forem internados por IC nesta unidade hospitalar”, salienta.</p>
<p>Além disso, afere a importância dos cuidados uniformizados. “Incomoda-me que o doente tenha orientações diferentes conforme o local onde está internado”, alerta; por isso, considera que a instituição de um programa que abranja mais doentes é fundamental. Neste sentido, a integração da Medicina Interna na equipa é igualmente premente, uma vez que “é parte extremamente importante no combate a este problema”, justifica. “Estamos em conversações e parece que não há motivo para não estendermos este programa”, reforça.</p>
<p>Ainda neste contexto, a especialista aponta a articulação com os Cuidados de Saúde Primários como chave fundamental. “Esta ligação tem de ser bidirecional”; no entanto, considera que o processo apresenta “inúmeras barreiras” que urge ultrapassar. Salienta ainda que os Cuidados Primários são o local de eleição para o diagnóstico da IC e aponta os “números gigantes” levantados pelo estudo PORTHOS e o facto de que 90 % dos doentes identificados desconheciam ter a síndrome. “Por isso, é extremamente importante que todos os intervenientes no diagnóstico e tratamento consigam encontrar um caminho”, salienta. Explica que recentemente a Clínica que coordena preparou uma campanha de sensibilização, na qual contaram com um cartaz na fachada do hospital com o lema europeu “Detete o não detetado” e “Um em cada seis portugueses com mais de 50 anos tem IC”, para além de uma exposição com a explicação dos sintomas.</p>
<p>A identificação precoce “permite que os doentes tenham o tratamento adequado e atempado” e, consequentemente, que se possa minimizar o risco de evolução da doença para formas mais graves e, inclusivamente, reduzir a taxa de internamentos, “até porque quando um doente necessita de internamento é porque foram despoletadas alterações que vão marcar significativamente o seu prognóstico.”</p>
<p>Noutro parâmetro, a especialista indica que o preço dos fármacos acaba por ser fator limitante no acompanhamento dos doentes. “Algumas das opções terapêuticas, e falo de fármacos que mostraram clara superioridade, são caras, o que não faz sentido, uma vez que estamos em face de uma doença crónica; estes doentes têm frequentemente comorbilidades e estão polimedicados; por isso, os médicos têm de estar sensibilizados para este problema, porque efetivamente estas pessoas podem não ter capacidade financeira para comprar o que lhes é prescrito”.</p>
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		<title>Challenges in Cardiology: a 14.ª edição em instantes fotográficos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jul 2024 08:52:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[Peniche encheu-se de profissionais de saúde da área da Cardiologia e complementares para participarem na 14.ª edição dos Challenges in Cardiology, nos dias 5 e 6 de julho.&#160;Durante o encontro, foram partilhadas apresentações de&#160;diferentes especialistas responsáveis pela abordagem a fatores de risco cardiovascular. A News Farma esteve a acompanhar a reunião e preparou uma fotogaleria [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" class=" size-full wp-image-2705" src="https://healthtalks.newsfarma.pt/wp-content/uploads/2024/07/84bd8bd55711fc1be7650ea3945868c3-2-2.jpg" alt="" /></p>
<p>Peniche encheu-se de profissionais de saúde da área da Cardiologia e complementares para participarem na 14.ª edição dos <em>Challenges in Cardiology</em>, nos dias 5 e 6 de julho.&nbsp;Durante o encontro, foram partilhadas apresentações de&nbsp;diferentes especialistas responsáveis pela abordagem a fatores de risco cardiovascular. A News Farma esteve a acompanhar a reunião e preparou uma fotogaleria com momentos-chave.</p>
<p><span id="more-2706"></span></p>
<p>{gallery}14th Challenges in Cardiology{/gallery}</p>
<p>Percorra a fotogaleria e veja os instantes fotográficos.</p>
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		<title>Benefícios cardiovasculares do treino de força</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jul 2024 08:46:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[“O tema escolhido para esta reunião científica é verdadeiramente um desafio”, diz Hélder Dores, referindo-se à sua palestra, “Cardiovascular benefits of resistance exercise: It’s time to prescribe”, que decorreu na 14.ª edição dos Challenges in Cardiology. Em entrevista, o cardiologista do Hospital da Luz fala sobre os benefícios cardiovasculares do treino de força e a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" class=" size-full wp-image-2703" src="https://healthtalks.newsfarma.pt/wp-content/uploads/2024/07/6ef598b10d1539793d4ace8d8b7b613f-2-2.jpg" alt="" /></p>
<p>“O tema escolhido para esta reunião científica é verdadeiramente um desafio”, diz <strong>Hélder Dores</strong>, referindo-se à sua palestra, “Cardiovascular benefits of resistance exercise: It’s time to prescribe”, que decorreu na 14.ª edição dos <em>Challenges in Cardiology</em>. Em entrevista, o cardiologista do Hospital da Luz fala sobre os benefícios cardiovasculares do treino de força e a forma adequada de prescrever o mesmo. Assista às declarações em vídeo.</p>
<p><span id="more-2704"></span></p>
<p style="text-align: center;"><iframe loading="lazy" src="https://player.vimeo.com/video/981409512?h=105249f8f4&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" width="1150" height="647" title="2" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write" frameborder="0"></iframe></p>
<p>Hélder Dores começa por lembrar que, “em termos globais”, o exercício físico “não é muito prescrito” porque “as pessoas não aderem”. No que ao treino de força diz respeito, existem “algumas especificidades muito importantes”, desde logo os benefícios em termos cardiovasculares. “Está provado e existe imensa literatura recente”, afirma, destacando a recente publicação de um <a href="https://www.revportcardiol.org/pt-cardiovascular-benefits-resistance-exercise-it39s-avance-S0870255124001173">artigo</a> – do qual é primeiro autor – na Revista Portuguesa de Cardiologia.</p>
<p>“Está provado que o treino de força também é benéfico, por exemplo, na prevenção de fatores risco cardiovasculares”, declara o professor na NOVA Medical School – Faculdade de Ciências Médicas, acrescentando o impacto positivo em pessoas mais idosas, graças à diminuição do risco de quedas e ao fortalecimento muscular.</p>
<p>Segundo Hélder Dores, “a receita ideal é a combinação entre dois tipos de exercício, ou seja, treino aeróbio e treino de força, neste caso, pelo menos duas vezes por semana”, tal como preconizado em recomendações internacionais.</p>
<p>Relativamente à prescrição, o especialista defende que, em primeiro lugar, deve perguntar-se à pessoa o que ela gosta de fazer, isto é, modalidade ou tipo de exercício preferencial, de forma a motivar os doentes. Além disso, deve ser questionado o tempo que a pessoa tem para fazer exercício físico e “também se tem condições para praticar aquele exercício”.</p>
<p>“Após este enquadramento daquilo que a pessoa procura, vamos conseguir adaptar a prescrição com os interesses e motivações”, assegura, concluído: “Quando a pessoa estiver motivada, se tiver tempo e quiser progredir, depois é fácil. É perceber, avaliar, ver se há características de risco, se há sintomas e fazer o nosso papel como médicos”.</p>
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		<title>“Extremamente complexo” e desafiante: abordagem à pessoa com diabetes e doença cardiovascular</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jul 2024 08:41:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[“Managing cardiovascular diseases in diabetics” foi o tema apresentado por João Sérgio Neves, endocrinologista da Unidade Local de Saúde São João (Porto), durante o 14th Challenges in Cardiology. Em declarações à News Farma, o especialista lembra que o doente com diabetes e doença cardiovascular é dos que “traz mais desafios para a prática clínica diária” [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" class=" size-full wp-image-2701" src="https://healthtalks.newsfarma.pt/wp-content/uploads/2024/07/9b8bb3eb74bd3cd97bb3679c60950d61-2-2.jpg" alt="" /></p>
<p>“Managing cardiovascular diseases in diabetics” foi o tema apresentado por <strong>João Sérgio Neves</strong>, endocrinologista da Unidade Local de Saúde São João (Porto), durante o<em> 14th Challenges in Cardiology</em>. Em declarações à News Farma, o especialista lembra que o doente com diabetes e doença cardiovascular é dos que “traz mais desafios para a prática clínica diária” e, por isso, explica a melhor forma de abordar os mesmos, consoante a estratificação do “tipo de atingimento cardíaco”. Veja a entrevista em vídeo.</p>
<p><span id="more-2702"></span></p>
<p style="text-align: center;"><iframe loading="lazy" src="https://player.vimeo.com/video/981396587?h=019e9a685e&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" width="1150" height="647" title="“Extremamente complexo” e desafiante: abordagem à pessoa com diabetes e doença cardiovascular" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write" frameborder="0"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“O grande objetivo desta apresentação foi discutir de que forma é que gerimos a diabetes no contexto do doente que já tem doença cardiovascular”, contextualiza João Sérgio Neves, explicando: “Podemos ter doentes que têm um predomínio de atingimento aterosclerótico e doentes que têm um predomínio de atingimento de insuficiência cardíaca”.</p>
<p>Segundo o especialista, após estratificação do tipo de atingimento cardíaco, se os doentes tiverem doença aterosclerótica, “duas classes de fármacos têm um benefício muito claro e devem ser utilizadas, idealmente até em combinação”, os inibidores SGLT2 e os agonistas dos recetores GLP-1.</p>
<p>Por outro lado, “em doentes com insuficiência cardíaca, há uma classe que prevalece e que o benefício tem uma magnitude muito grande”. Quer tenham ou não diabetes, diz João Sérgio Neves que a opção preferencial é a dos inibidores SGLT2. “Ao longo dos últimos meses e anos, temos aprendido muito sobre os agonistas dos recetores GLP-1 no contexto da insuficiência cardíaca. E aqui temos de ter algum cuidado”, sublinha o orador.</p>
<p>De acordo com João Sérgio Neves, “a grande maioria dos doentes com diabetes” tem insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada. Nestes casos, “os agonistas dos recetores GLP-1 melhoram muito os sintomas e podem até reduzir o risco de hospitalização por insuficiência cardíaca”. Contudo, este benefício não se verifica nos casos de fração de ejeção reduzida, em que esta classe terapêutica trazer alguns riscos.</p>
<p>Assim, depois de resumir as ideias-chave da sua palestra, o especialista conclui, dizendo que o doente com diabetes e doença cardiovascular, além de “extremamente complexo”, é dos “que traz mais desafios para a prática clínica diária” pelo aumento considerável do “risco de novos eventos cardiovasculares e de todas as outras complicações da diabetes”. “Só em equipa multidisciplinar é que conseguimos dar respostas claras a estes doentes”, remata.</p>
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		<item>
		<title>Lipidologia e risco cardiovascular: “Não podemos julgar os nossos doentes a olho”</title>
		<link>https://healthtalks.newsfarma.pt/lipidologia-e-risco-cardiovascular-nao-podemos-julgar-os-nossos-doentes-a-olho/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jul 2024 08:38:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[Francisco Araújo esteve presente na 14.ª edição do Challenges in Cardiology para abordar o tema “News on lipids and lipidology”. Em entrevista à News Farma, o presidente da Sociedade Portuguesa de Aterosclerose (SPA) resume as principais mensagens da sua palestra, cuja moderação esteve a cargo de Alberto Mello e Silva, especialista em Cardiologia e Medicina [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" class=" size-full wp-image-2699" src="https://healthtalks.newsfarma.pt/wp-content/uploads/2024/07/b689fad0280b286c898256c8d3b6ee9e-2-2.jpg" alt="" /></p>
<p><strong>Francisco Araújo</strong> esteve presente na 14.ª edição do <em>Challenges in Cardiology</em> para abordar o tema “News on lipids and lipidology”. Em entrevista à News Farma, o presidente da Sociedade Portuguesa de Aterosclerose (SPA) resume as principais mensagens da sua palestra, cuja moderação esteve a cargo de Alberto Mello e Silva, especialista em Cardiologia e Medicina Interna do Grupo Luz Saúde. Veja o depoimento em vídeo.</p>
<p><span id="more-2700"></span></p>
<p style="text-align: center;"><iframe loading="lazy" src="https://player.vimeo.com/video/981401107?h=402a2d1823&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" width="1150" height="647" title="Lipidologia e risco cardiovascular: “Não podemos julgar os nossos doentes a olho”" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write" frameborder="0"></iframe></p>
<p>“A primeira noção que eu quis transmitir é que nós não podemos julgar os nossos doentes a olho. Temos de avaliar o risco para permitir encontrar um alvo terapêutico, quer seja para a hipertensão, quer seja para os lípidos”, afirma Francisco Araújo, acrescentando: “Envolver o doente nessa escolha terapêutica e continuar a segui-lo também é muito importante”.</p>
<p>De acordo com o presidente da SPA, outro aspeto igualmente importante, além da avaliação de risco, é perceber “está o papel da doença subclínica”. “Ainda há muitas dúvidas, por exemplo, nas pessoas mais novas”, realça, apontando algumas das questões que devem ser colocadas aos doentes.</p>
<p>“Também os diabéticos ou os doentes que têm múltiplos fatores de risco podem beneficiar de serem tratados e continua a ser importante para doentes de risco intermédio estratificar melhor o risco com um método de imagem que pode ser um <em>score</em> de cálcio ou um <em>ecodoppler</em>”, esclarece.</p>
<p>Para terminar, Francisco Araújo fala sobre abordagem terapêutica e algumas das “ferramentas que temos hoje em dia disponíveis nesta área para permitir ter mais doentes controlados”.</p>
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		<title>Challenges in Cardiology: uma plataforma cada vez mais abrangente e “um modelo de sucesso”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jul 2024 08:30:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[Além do rescaldo da 14.ª edição, em entrevista à News Farma, João Morais salienta os pontos altos do Challenges in Cardiology que, a seu ver, não é uma reunião, mas sim “uma plataforma” com “iniciativas ao longo de todo o ano”, desenhada para cardiologistas e todas as especialidades envolvidas nos cuidados ao doente com fatores [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" class=" size-full wp-image-2697" src="https://healthtalks.newsfarma.pt/wp-content/uploads/2024/07/6489cb4e35e6273902967d50b104e32a-2-2.jpg" alt="" /></p>
<p>Além do rescaldo da 14.ª edição, em entrevista à News Farma, <strong>João Morais</strong> salienta os pontos altos do <em>Challenges in Cardiology</em> que, a seu ver, não é uma reunião, mas sim “uma plataforma” com “iniciativas ao longo de todo o ano”, desenhada para cardiologistas e todas as especialidades envolvidas nos cuidados ao doente com fatores de risco cardiovascular. Assista ao vídeo com as declarações do presidente do evento que decorreu de 1 a 4 de julho, em formato online (workshops interativos) e de 5 a 6 de julho, presencialmente, em Peniche.</p>
<p><span id="more-2698"></span></p>
<p style="text-align: center;"><iframe loading="lazy" src="https://player.vimeo.com/video/981380666?h=7c9ebf6503&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" width="1150" height="647" title="Challenges in Cardiology: uma plataforma cada vez mais abrangente e “um modelo de sucesso”" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write" frameborder="0"></iframe></p>
<p>Para João Morais, o <em>Challenges in Cardiology</em> “é um modelo de sucesso”. “Uma reunião baseada apenas em conferências com debates. Não temos simpósios satélite, não temos mesas-redondas e achamos que isto é muito eficaz”, enaltece, ressalvando que o que vem mudando “ao longo dos anos é o conteúdo, tendo em conta” o público-alvo/assistência.</p>
<p>Esta edição contou com “um peso grande” de diferentes especialidades médicas, todas elas responsáveis pela abordagem a fatores de risco cardiovascular. Por isso, a reunião foi “menos focada na doença cardíaca isolada” e mais “pensando no doente um pouco como um todo”.</p>
<p>Segundo o presidente do <em>Challenges in Cardiology</em>, tem havido “alguma adesão dos jovens – habitualmente, internos de Cardiologia, mas não só” – que enviam “comunicações originais para a reunião”. Em resposta, o programa do evento contemplou “três sessões com cinco apresentações em cada uma delas, o que permitiu aumentar o espaço dedicado aos jovens”.</p>
<p>A pensar nos não cardiologistas, o evento dividiu-se em duas partes. De 1 a 4 de julho, aconteceram quatro <em>workshops</em> interativos, cada um com um “tema extremamente importante para o dia a dia” e que aconteceram em formato online, através da <a href="https://challengesincardiology.com/14th-challenges-in-cardiology/workshops-pre-congresso/">plataforma Challenges in Cardiology</a>.</p>
<p>“O Challenges, como sempre digo, não é uma reunião”, sublinha João Morais, justificando que se trata de uma plataforma que “vai tendo iniciativas ao longo de todo o ano” e dando o exemplo de duas iniciativas que foram novidade este ano, <a href="https://challengesincardiology.com/heart-failure-chronic-worsening-acute/">uma</a> “muito importante na área da insuficiência cardíaca” e <a href="https://challengesincardiology.com/residual-risk/">outra</a> na área do risco residual.</p>
<p>Apesar do “modelo de sucesso”, o presidente da 14.ª edição do Challenges in Cardiology refere que, “hoje em dia, é mais difícil fazer reuniões presenciais” e, portanto, estas “têm de se adaptar” a uma “nova realidade”. O segredo está, explica João Morais, no equilíbrio “nada fácil” entre o modelo presencial e a parte digital, tal como aconteceu este ano, com 4 dias em formato <em>online</em> (<em>workshops</em> interativos) e 2 dias de evento presencial.</p>
<p>Em jeito de conclusão, João Morais partilha ainda os <em>hot topics </em>que enriqueceram o programa do evento e que permitiram obter um “feedback positivo” dos participantes.</p>
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		<title>Reduzir o risco residual do doente com insuficiência cardíaca: a “arma terapêutica disponível atualmente” que deve ser acrescentada à terapêutica modificadora de prognóstico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 May 2024 14:04:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[“Necessidade de redução do risco residual do doente com insuficiência cardíaca” foi uma das ideias-chave assinaladas por Inês Araújo, que esteve a assistir ao simpósio promovido pela Bayer, “Expanding horizons: HFrEF management across the spectrum of risk”, durante o congresso Heart Failure 2024. Em entrevista à News Farma, a especialista da Unidade Local de Saúde [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" class=" size-full wp-image-2695" src="https://healthtalks.newsfarma.pt/wp-content/uploads/2024/05/45245952fc8c5c5e099a3e444bf8f32a-2-2.jpg" alt="" /></p>
<p>“Necessidade de redução do risco residual do doente com insuficiência cardíaca” foi uma das ideias-chave assinaladas por <strong>Inês Araújo</strong>, que esteve a assistir ao simpósio promovido pela Bayer, “Expanding horizons: HFrEF management across the spectrum of risk”, durante o congresso Heart Failure 2024. Em entrevista à News Farma, a especialista da Unidade Local de Saúde Lisboa Ocidental (Hospital de São Francisco Xavier) assinala outras mensagens importantes transmitidas pelos oradores da sessão e salienta os benefícios da comparticipação do fármaco em destaque durante a sessão. Veja o vídeo.</p>
<p><span id="more-2696"></span></p>
<p>Inês Araújo começa por partilhar as “três ideias-chave que são mesmo muito importantes na utilização do vericiguat”, desde logo o uso deste fármaco “no doente com doença renal crónica, até taxas de filtração de 15 mL/min”, colmatando as limitações no uso de “outros fármacos que existem no tratamento da insuficiência cardíaca”. Por outro lado, a possibilidade de se “utilizar com segurança num doente que tenha um perfil tensional mais <em>borderline</em>”, já que não vai haver “uma grande descida tensional com a utilização do vericiguat”, podendo inclusivamente ser feita uma titulação até à dose máxima de 10 mg/dia, que é a “mais eficaz no tratamento deste doente”.</p>
<p>“Por último, diria que a terceira ideia-chave deste simpósio é a necessidade de redução do risco residual do nosso doente com insuficiência cardíaca”, afirma a especialista, acrescentando: “Vericiguat é mais um fármaco que podemos associar à terapêutica do nosso doente para reduzirmos este risco residual de mortalidade cardiovascular e de internamento por insuficiência cardíaca”.</p>
<p>Em comentários aos casos clínicos apresentados durante o simpósio, Inês Araújo considera que os mesmos refletiram que não há necessidade de se ver “o vericiguat como uma terapêutica de última linha”, uma vez que “pode ajudar na introdução ou na titulação dos outros fármacos modificadores de prognóstico”, algo que vai ao encontro da sua própria experiência.</p>
<p>Para terminar, a especialista sublinha que “a comparticipação do vericiguat foi, sem dúvida, fundamental” para “poder chegar ao maior número de portugueses com insuficiência cardíaca”.</p>
<div style="padding:56.25% 0 0 0;position:relative;"><iframe src="https://player.vimeo.com/video/946548950?h=4b336c12a4&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" style="position:absolute;top:0;left:0;width:100%;height:100%;" title="05_INÊS ARAÚJO" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write"></iframe></div>
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		<title>Benefícios da utilização do potencial “quinto pilar” em doentes de alto risco após episódio de worsening heart failure</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 May 2024 13:48:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[Ana Oliveira Soares foi um dos elementos da assistência do simpósio “Expanding horizons: HFrEF management across the spectrum of risk”, promovido pela Bayer durante o congresso Heart Failure 2024. Em declarações à News Farma, a cardiologista da Unidade Local de Saúde Amadora/Sintra (Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca) resume as principais mensagens partilhadas pelos vários palestrantes [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" class=" size-full wp-image-2693" src="https://healthtalks.newsfarma.pt/wp-content/uploads/2024/05/42a35505dabe860dcdeb51f92d5be768-2-2.jpg" alt="" /></p>
<p><strong>Ana Oliveira Soares</strong> foi um dos elementos da assistência do simpósio “Expanding horizons: HFrEF management across the spectrum of risk”, promovido pela Bayer durante o congresso Heart Failure 2024. Em declarações à News Farma, a cardiologista da Unidade Local de Saúde Amadora/Sintra (Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca) resume as principais mensagens partilhadas pelos vários palestrantes e tece um breve comentário sobre as mais-valias da comparticipação do fármaco que “pode ser o quinto pilar” no tratamento da insuficiência cardíaca. Assista ao vídeo.</p>
<p><span id="more-2694"></span></p>
<p>De acordo com Ana Oliveira Soares, o simpósio teve como objetivo retratar o que deve ser feito n os “doentes de alto risco, com insuficiência cardíaca e fração de ejeção reduzida e que têm um episódio de descompensação, o chamado <em>worsening heart failure</em>”. Neste momento, diz a cardiologista, há “a possibilidade de iniciar o vericiguat, um fármaco que tem um modo de ação diferente do habitual bloqueio neuro-hormonal e que provou no estudo VICTORIA que utilizado no topo da terapêutica quádrupla, para os doentes com insuficiência cardíaca e fração de ejeção reduzida, reduzir a mortalidade cardiovascular e as hospitalizações por insuficiência cardíaca”.</p>
<p>“Este simpósio visou chamar a atenção de todos nós que tratamos doentes com insuficiência cardíaca, de que não nos devemos ficar sempre pelos quatro pilares que habitualmente utilizamos”, declara Ana Oliveira Soares, justificando com base nos “dois pequenos casos clínicos que foram fundamentais”, para ajudar a perceber quando é que o vericiguat deve ser utilizado.</p>
<p>Como mensagens a reter das apresentações, a Ana Oliveira Soares destaca, “em primeiro lugar, que deve ser ponderada a utilização do vericiguat nos doentes de alto risco que tenham tido um episódio de <em>worsening heart failure</em>”. “Em segundo lugar, o vericiguat é um fármaco utilizado <em>per os </em>[via oral] e parece ser extremamente seguro e eficaz e bem tolerado”, realça, completando: “Em terceiro lugar, este fármaco pode ser utilizado não só no topo dos quatro pilares normalmente utilizados para tratar o doente com insuficiência cardíaca e fração de ejeção reduzida, mas pode ser um fármaco a ponderar quando não é possível utilizar os outros por insuficiência renal, por hipercaliemia”.</p>
<p>Por fim, Ana Oliveira Soares menciona o <a href="https://www.jacc.org/doi/10.1016/j.jacc.2023.12.024" target="_blank" rel="noopener">documento de consenso</a> da <em>American College of Cardiology</em> (Maddox TM et al. J Am Coll Cardiol. 2024) e a recomendação que esta entidade faz relativamente à utilização de vericiguat, comentando, de seguida, o benefício da comparticipação deste fármaco em Portugal para os doentes com insuficiência cardíaca e fração de ejeção reduzida.</p>
<div style="padding:56.25% 0 0 0;position:relative;"><iframe src="https://player.vimeo.com/video/946546506?h=9fae2a4479&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" style="position:absolute;top:0;left:0;width:100%;height:100%;" title="Benefícios da utilização do potencial “quinto pilar” em doentes de alto risco após episódio de worsening heart failure" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write"></iframe></div>
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