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	<title>Health Talks</title>
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	<lastBuildDate>Fri, 11 Sep 2026 11:25:06 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Health Talks</title>
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		<title>“O nosso objetivo é promover a atualização do conhecimento em Nefrologia”</title>
		<link>https://healthtalks.newsfarma.pt/o-nosso-objetivo-e-promover-a-atualizacao-do-conhecimento-em-nefrologia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Sep 2026 14:15:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[Em entrevista, Ana Farinha, vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Nefrologia (SPN), faz o balanço dos primeiros episódios do podcast “Re(N)almente Falando”. A especialista aborda os episódios dedicados às novas gerações de nefrologistas, à síndrome cardiorrenalmetabólica e à importância das equipas multidisciplinares, destacando o papel estratégico da parceria com a Bayer para levar informação científica fidedigna [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Em entrevista, <strong>Ana Farinha</strong>, vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Nefrologia (SPN), faz o balanço dos primeiros episódios do podcast “Re(N)almente Falando”. A especialista aborda os episódios dedicados às novas gerações de nefrologistas, à síndrome cardiorrenalmetabólica e à importância das equipas multidisciplinares, destacando o papel estratégico da parceria com a Bayer para levar informação científica fidedigna a toda a comunidade médica e revelando o que esperar das próximas edições. Veja o vídeo.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="ANA FARINHA" src="https://player.vimeo.com/video/1221101753?h=bbd7379f34&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="500" height="281" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A criação deste projeto surge no âmbito do trabalho contínuo da SPN para inovar na comunicação e na partilha de informação fidedigna com a comunidade médica. Como explica Ana Farinha, &#8220;a atual direção da Sociedade Portuguesa de Nefrologia tinha como objetivo e missão, já desde o mandato anterior, criar uma aproximação aos nossos sócios e, ao mesmo tempo, fundamentar a sua existência, promovendo a atualização dos conhecimentos em Nefrologia&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após uma primeira experiência, a Sociedade percebeu a facilidade de consumo associada ao áudio: &#8220;O formato podcast é muito mais fácil de acompanhar. Qualquer pessoa pode ouvir no caminho para o trabalho, no seu jogging ou no ginásio, aproveitando o tempo livre e criando mais um momento de dinamismo e proximidade em relação aos sócios&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>&#8220;Meet the experts&#8221; e a passagem de testemunho às novas gerações</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O episódio de estreia juntou figuras de grande relevo científico para inspirar os jovens médicos, como Aníbal Ferreira e Maria José Soler, atual presidente da Sociedade Espanhola de Nefrologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O encontro permitiu desenhar um formato inovador virado para o futuro da especialidade: &#8220;Quisemos trazer uma inspiração com base nas suas reflexões sobre a carreira e o internato. Foi um privilégio moderar este podcast e aconselho vivamente a ouvir, pois é uma verdadeira inspiração para os nossos internos&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>“Coração e rins: uma abordagem integrada” do síndrome cardiorrenometabólico</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O segundo episódio debruçou-se sobre a interligação entre a doença renal e a doença cardiovascular, uma necessidade premente face ao perfil dos doentes atuais. &#8220;É um tema central na Nefrologia. Temos doentes cada vez mais idosos e com mais comorbilidades. Tanto a insuficiência cardíaca como a insuficiência renal partilham fatores de risco e potenciam-se mutuamente&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para discutir esta realidade de forma aplicável, a SPN convidou uma especialista de Medicina Interna, Inês Araújo, dedicada aos centros cardiorrenometabólicos. O resultado foi &#8220;um podcast muito prático e elucidador, onde qualquer colega da Medicina Interna ou da Cardiologia pode compreender a fisiopatologia, os desafios clínicos e&nbsp;as intervenções terapêuticas de forma a diminuir o número de ocorrências&nbsp;à Urgência&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Multidisciplinaridade na gestão da doença renal crónica</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A terceira edição do <em>podcast</em> reforçou a importância da equipa multidisciplinar, contando com o testemunho de uma enfermeira, Lina Borges Araújo, e de uma farmacêutica hospitalar, Isabel Chaves. Ana Farinha destaca que a doença renal é &#8220;uma doença crónica e assintomática, muitas vezes difícil de explicar ao doente&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste contexto, o acompanhamento de outros profissionais de saúde é determinante: &#8220;O enfermeiro é a pessoa mais próxima naquele momento inicial, onde o doente coloca dúvidas de forma mais descontraída. Por outro lado, o farmacêutico hospitalar e o farmacêutico comunitário desempenham um papel vital na literacia, no cumprimento da medicação e no esclarecimento de mitos. Esta proximidade é fundamental para atrasar a progressão da doença&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para viabilizar este projeto e fazer chegar a informação a mais profissionais de saúde, a parceria com a Bayer tem sido um pilar estratégico. &#8220;Ideias não nos faltam, mas não conseguimos pô-las em prática apenas com as cotas dos sócios. Agradecemos todo o apoio da indústria, nomeadamente da Bayer, que nos permite fazer este trabalho de literacia&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A vice-presidente da SPN reforça que o grande objetivo passa por chegar a todos os médicos que contactam com doentes em risco: &#8220;Queremos criar um veículo de informação fidedigno e idóneo para passar as melhores práticas. Queremos capacitar os colegas da Medicina Geral e Familiar, da Cardiologia e da Medicina Interna, porque a prevenção da doença renal não começa no nefrologista — começa no médico que acompanha o doente diabético, hipertenso ou idoso&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que pode a comunidade médica esperar desta jornada de aprendizagem?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Olhando para as próximas edições, a jornada de aprendizagem do <em>podcast</em> continuará a focar-se na inovação científica de ponta. &#8220;O nosso próximo episódio já está marcado para gravar e será uma revisão dos highlights do Congresso Europeu de Nefrologia. Teremos duas colegas nefrologistas muito conhecidas da nossa especialidade para revisitar o que de mais modificador foi apresentado nesse encontro&#8221;, conclui Ana Farinha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Re(N)almente Falando&#8221; é um <em>podcast</em> da Sociedade Portuguesa de Nefrologia para quem está preocupado com a saúde renal. Conheça <a href="https://open.spotify.com/show/3qhdvYkKQ5B6VtaEotuS19?si=uKAesOBcRmO60zJ044vzJQ&amp;nd=1&amp;dlsi=cafe6b2f60c846fe" target="_blank" rel="noopener">aqui</a> os episódios disponíveis.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Inovação na ATTR-CM: O impacto direto na sobrevivência e na redução da carga assistencial</title>
		<link>https://healthtalks.newsfarma.pt/inovacao-na-attr-cm-o-impacto-direto-na-sobrevivencia-e-na-reducao-da-carga-assistencial/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Aug 2026 08:32:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[No âmbito do TTRning Point, evento dedicado ao debate multidisciplinar e à inovação na amiloidose associada à transtirretina (TTR) em doentes adultos com miocardiopatia (ATTR-CM), promovido pela Bayer no passado dia 30 de maio, em Lisboa, a News Farma esteve à conversa com Carlos Aguiar, cardiologista na Unidade Local de Saúde (ULS) de Lisboa Ocidental, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">No âmbito do <em>TTRning Point</em>, evento dedicado ao debate multidisciplinar e à inovação na amiloidose associada à transtirretina (TTR) em doentes adultos com miocardiopatia (ATTR-CM), promovido pela Bayer no passado dia 30 de maio, em Lisboa, a News Farma esteve à conversa com <strong>Carlos Aguiar</strong>, cardiologista na Unidade Local de Saúde (ULS) de Lisboa Ocidental, que analisou as perspetivas abertas pela abordagem terapêutica com um estabilizador específico da TTR, concebido para mimetizar a variante genética (T119M) protetora da doença, traçando um cenário de grande otimismo para o futuro clínico e prognóstico destes doentes. Assista ao vídeo da entrevista.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="CARLOS AGUIAR" src="https://player.vimeo.com/video/1199356001?h=7562190e0d&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="500" height="281" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">No que diz respeito ao potencial do acoramidis para transformar radicalmente a abordagem à ATTR-CM, Carlos Aguiar foca-se na robustez dos desfechos clínicos demonstrados pela molécula. O especialista detalha que o fármaco atua de forma direta no prognóstico: “Os estudos com acoramidis mostram que a molécula não só trava o declínio da capacidade funcional e trava o declínio da qualidade de vida, como também reduz a mortalidade e, portanto, aumenta a esperança de vida”. Trata-se de uma mudança estrutural que reduz as descompensações agudas e “mantém as pessoas fora do hospital, reduzindo as hospitalizações de causa cardiovascular”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Olhando para o futuro após as discussões tidas no evento, o cenário é de profundo otimismo. O clínico afirma com convicção que o panorama muda a partir de agora, permitindo antecipar uma gestão muito mais eficaz da patologia. “Com certeza que o futuro é muito melhor com o acoramidis como estabilizador da transtirretina para quem tem ATTR-CM”, assevera, concluindo que este avanço representa um marco notável e tangível para uma população que tem já uma idade frequentemente avançada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Recentemente, a abordagem à ATTR-CM entrou numa nova etapa em Portugal, após a autorização de financiamento público pelo INFARMED, para uso em meio hospitalar, do acoramidis.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O “poder das ligações” na ATTR-CM: Como a estabilização molecular transforma o cuidado ao doente</title>
		<link>https://healthtalks.newsfarma.pt/o-poder-das-ligacoes-na-attr-cm-como-a-estabilizacao-molecular-transforma-o-cuidado-ao-doente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Aug 2026 08:32:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[Durante a sua participação no evento TTRning Point, reunião organizada pela Bayer para discussão multidisciplinar sobre o curso da amiloidose associada à transtirretina em doentes adultos com miocardiopatia (ATTR-CM), Olga Azevedo partilhou a sua perspetiva, em entrevista à News Farma, sobre as mais-valias clínicas associadas ao estabilizador específico da TTR concebido para mimetizar a variante [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Durante a sua participação no evento <em>TTRning Point</em>, reunião organizada pela Bayer para discussão multidisciplinar sobre o curso da amiloidose associada à transtirretina em doentes adultos com miocardiopatia (ATTR-CM), <strong>Olga Azevedo</strong> partilhou a sua perspetiva, em entrevista à News Farma, sobre as mais-valias clínicas associadas ao estabilizador específico da TTR concebido para mimetizar a variante genética (T119M) protetora da doença e explicou de que forma o “poder das ligações” consegue mudar radicalmente o prognóstico dos doentes. Confira as declarações em vídeo.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="DR. OLGA AZEVEDO" src="https://player.vimeo.com/video/1214539030?h=945cf0a0e8&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="500" height="281" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Quando questionada sobre o impacto que o “poder das ligações” pode ter na forma como se cuida dos doentes com ATTR-CM, Olga Azevedo é categórica ao apontar para a raiz biológica da patologia. A amiloidose cardíaca resulta da deposição de fibrilhas de amiloide no coração, um processo que acontece porque a transtirretina (que na sua forma nativa é um tetrâmero) se torna instável devido a variantes genéticas ou a fenómenos associados ao envelhecimento. Ao perder a sua estabilidade, a proteína desagrega-se e acaba por infiltrar-se no tecido do miocárdio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É precisamente aqui que a estabilização molecular com o acoramidis faz toda a diferença na evolução da doença. A especialista esclarece que a estratégia terapêutica atual assenta em fornecer fármacos concebidos para estabilizar esta proteína, garantindo que o tetrâmero não se desassocia, impedindo-se, assim, a formação das fibrilhas que geram os danos cardíacos. “Aqui o poder das ligações é muito importante para garantir a estabilização da transtirretina e evitar a progressão da doença”, resume, sublinhando que este passo é a chave para preservar a capacidade funcional e a qualidade de vida dos doentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No início de 2026, foi obtida a autorização de financiamento público pelo INFARMED de acoramidis para uso em meio hospitalar.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Alteração de paradigma no tratamento da ATTR-CM: o papel central de um estabilizador específico da TTR </title>
		<link>https://healthtalks.newsfarma.pt/alteracao-de-paradigma-no-tratamento-da-attr-cm-o-papel-central-de-um-estabilizador-especifico-da-ttr/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Aug 2026 08:31:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[Dulce Brito, cardiologista na Unidade Local de Saúde de Santa Maria, conversou com a News Farma a propósito da sua participação no TTRning Point, encontro promovido pela Bayer, focado na abordagem terapêutica integrada e inovadora à amiloidose associada à transtirretina em doentes adultos com miocardiopatia (ATTR-CM). Em entrevista, a especialista partilha as suas reflexões sobre [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Dulce Brito</strong>, cardiologista na Unidade Local de Saúde de Santa Maria, conversou com a News Farma a propósito da sua participação no <em>TTRning Point</em>, encontro promovido pela Bayer, focado na abordagem terapêutica integrada e inovadora à amiloidose associada à transtirretina em doentes adultos com miocardiopatia (ATTR-CM). Em entrevista, a especialista partilha as suas reflexões sobre o tema, analisando os dados do estudo ATTRibute-CM e sustentando a necessidade de colocar a estabilização molecular precoce e sustentada no tempo como o alvo terapêutico prioritário. Assista ao vídeo.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="DR. DULCE BRITO" src="https://player.vimeo.com/video/1214539031?h=8e6795e288&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="500" height="281" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Na perspetiva de Dulce Brito, importa explicar como acoramidis atua para impedir a progressão dos danos no tecido cardíaco: “O mecanismo de atuação do fármaco produz, realmente, uma estabilização muito importante da transtirretina, portanto, da proteína responsável pela doença, e trava a dissociação desta e a deposição desta nos tecidos”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a cardiologista, os benefícios desta estabilização molecular trazem respostas rápidas para a vida dos doentes. Conforme refere a especialista, este bloqueio “diminui a gravidade e a progressão da doença. E isso reflete-se de uma forma precoce na diminuição das hospitalizações, e depois, em poucos meses, reflete-se numa diminuição também da mortalidade”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Dulce Brito, os ganhos clínicos fazem-se notar logo na fase inicial do tratamento, promovendo “uma melhoria da qualidade de vida e uma melhoria da capacidade do doente às suas atividades de vida de dia a dia”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A estabilização nesta doença é o fundamental”, afirma a especialista, esclarecendo que, embora outro tipo de terapêuticas possam ter também as suas mais-valias ao atuarem “na base da doença, na sua origem, por mecanismos diferentes”, a estabilização da transtirretina “é fundamental, porque ela, no fundo, é responsável pela deposição dela mesma nos órgãos”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em jeito de conclusão, Dulce Brito reforça que o tratamento demonstra eficácia “na maior parte dos doentes, nomeadamente naqueles em que há uma certeza da doença, mas em que ela não está numa fase demasiada avançada”. “O nosso ideal é tratar precocemente. E sim, a estabilização é crucial aqui”, remata.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>TTRning Point: a importância do debate multidisciplinar e da inovação terapêutica na abordagem à ATTR-CM</title>
		<link>https://healthtalks.newsfarma.pt/ttrning-point-a-importancia-do-debate-multidisciplinar-e-da-inovacao-terapeutica-na-abordagem-a-attr-cm/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Aug 2026 08:31:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidades]]></category>
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					<description><![CDATA[O TTRning Point, evento promovido pela Bayer no dia 30 de maio, na Unicorn Factory, em Lisboa, juntou profissionais de saúde e investigadores para debater a abordagem multidisciplinar e as novas perspetivas no tratamento da amiloidose associada à transtirretina em doentes adultos com miocardiopatia (ATTR-CM), com o mote “O poder das ligações”. A News Farma [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O <em>TTRning Point</em>, evento promovido pela Bayer no dia 30 de maio, na Unicorn Factory, em Lisboa, juntou profissionais de saúde e investigadores para debater a abordagem multidisciplinar e as novas perspetivas no tratamento da amiloidose associada à transtirretina em doentes adultos com miocardiopatia (ATTR-CM), com o mote “O poder das ligações”. A News Farma esteve presente e conversou com <strong>Débora Silva</strong>, farmacêutica residente na ULS de Trás-os-Montes e Alto Douro, que esteve a assistir à reunião e, por isso, sublinha aquelas que são, a seu ver, as mensagens a reter. Assista às declarações no vídeo <em>best of</em>.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Best of + entrevista a Débora Silva" src="https://player.vimeo.com/video/1205775169?h=426921c20f&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="500" height="281" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O programa do <em>TTRning Point</em> foi desenhado para percorrer de forma lógica e integrada os diferentes eixos da abordagem à amiloidose associada à transtirretina em doentes adultos com miocardiopatia (ATTR-CM). A agenda iniciou-se com sessões dedicadas a dados clínicos e à fisiopatologia, com enfoque no mecanismo de ação biológico por detrás das novas abordagens terapêuticas. Seguiu-se a análise dos dados de evidência clínica, incluindo dados de vida real e o contributo do tratamento para objetivos tão relevantes como a sobrevivência e a redução da progressão da doença. A reunião culminou num debate alargado em formato de mesa-redonda, centrado na jornada do doente e na articulação multidisciplinar necessária no ecossistema hospitalar.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A convite da Bayer, Débora Silva marcou presença no <em>TTRning Point</em>, evento que, na sua perspetiva, permitiu perceber, “do ponto de vista clínico, aquilo que se está a fazer”, particularmente na área do tratamento da ATTR-CM.&nbsp; Para a farmacêutica residente, esta iniciativa foi importante porque conseguiu “juntar tanto a parte dos doentes, como dos profissionais de saúde”, além de investigadores e especialistas na área da regulamentação e aprovação de novas terapêuticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O sucesso e o <em>feedback</em> positivo deste evento foram também corroborados e partilhados pelos anfitriões das principais sessões do programa:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Carlos Aguiar</strong> moderou o painel intitulado “‘sTTRong Connections’ – o poder das ligações que nos estabiliza”, uma reflexão sobre como, na vida e na ciência, tudo começa com uma ligação. Ao comentar o impacto da inovação terapêutica na ATTR-CM, <strong>classificou a chegada do acoramidis – um estabilizador quase completo da transtirretina (TTR) – como “um marco notável” para os doentes elegíveis</strong>, destacando o seu <strong>potencial para prolongar a sobrevivência, reduzir significativamente as hospitalizações de causa cardiovascular e redefinir o percurso da doença</strong>. <em>(colocar o link da entrevista &#8211; apenas possível após publicação)</em></li>



<li><strong>Dulce Brito</strong>, moderou o painel “TTRust in Stability”, que revisitou uma história com raízes em Portugal, iniciada com a identificação da variante T119M, protetora da doença, ATTR-CM. A partir dessa descoberta e da análise dos resultados do estudo ATTRibute-CM, reforçou que <strong>a estabilização precoce e sustentada da TTR deve constituir o principal objetivo terapêutico</strong>, salientando que <strong>o acoramidis permite alcançar rapidamente benefícios clínicos relevantes e melhorias tangíveis no dia a dia dos doentes</strong>. <em>(colocar o link da entrevista<em> &#8211; apenas possível após publicação</em>)</em></li>



<li><strong>Olga Azevedo</strong> moderou o painel de encerramento, “Patient mATTRs”, no qual <strong>cinco especialistas analisaram os resultados do estudo ATTRibute-CM e a sua tradução para a prática clínica</strong>. Num verdadeiro <em>TTRning Point</em> da discussão, reforçou que, <strong>na ATTR-CM, o timing é determinante: “o poder das ligações é muito importante”</strong>, lembrando que <strong>a estabilização da TTR com acoramidis deve acontecer antes da ocorrência de danos irreversíveis</strong>, permitindo <strong>alterar o curso da doença e preservar a qualidade de vida dos doentes</strong>. <em>(colocar o link da entrevista<em> &#8211; apenas possível após publicação</em>)</em></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Em suma, o <em>TTRning Point</em> mostrou que o poder das ligações vai muito além da estabilização da TTR. Ao reunir especialistas em torno de uma visão comum para a ATTR-CM, o evento fortaleceu as ligações que impulsionam o conhecimento, inspiram a prática clínica e ajudarão a moldar o futuro desta doença.<br></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Amiloidose cardíaca: o impacto da “estabilização molecular de alta afinidade” na prática clínica</title>
		<link>https://healthtalks.newsfarma.pt/amiloidose-cardiaca-o-impacto-da-estabilizacao-molecular-de-alta-afinidade-na-pratica-clinica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 08:54:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://healthtalks.newsfarma.pt/?p=4455</guid>

					<description><![CDATA[A abordagem terapêutica à amiloidose cardíaca por transtirretina (ATTR-CM) vive uma fase de profunda inovação, onde a precisão molecular se cruza com o diagnóstico precoce. No simpósio &#8220;Estabilizar na Origem da Doença&#8221;, organizado pela Bayer na Reunião do Grupo de Estudo de Doenças do Miocárdio e do Pericárdio (GEDMP), Catarina Ferreira, da ULS Trás-os-Montes e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A abordagem terapêutica à amiloidose cardíaca por transtirretina (ATTR-CM) vive uma fase de profunda inovação, onde a precisão molecular se cruza com o diagnóstico precoce. No simpósio &#8220;Estabilizar na Origem da Doença&#8221;, organizado pela Bayer na Reunião do Grupo de Estudo de Doenças do Miocárdio e do Pericárdio (GEDMP), <strong>Catarina Ferreira</strong>, da ULS Trás-os-Montes e Alto Douro, discutiu o papel transformador da “estabilização de alta afinidade” que promete redefinir o prognóstico dos doentes. Em entrevista, a cardiologista explica como a estabilização na origem da patologia permite não só travar a progressão do dano, mas também obter melhorias precoces em biomarcadores críticos, sublinhando a importância crescente da imagem (ressonância) na identificação do momento ideal para intervir. Veja o vídeo. </p>



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<iframe loading="lazy" title="DR. CATARINA FERREIRA" src="https://player.vimeo.com/video/1185803261?h=2c031b7040&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="500" height="281" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">O advento de terapêuticas com elevada capacidade de estabilização, como o acoramidis, elevou a exigência sobre o diagnóstico por imagem cardiovascular. Para Catarina Ferreira, a imagem deixou de ser apenas uma ferramenta de confirmação para se tornar o guia essencial na deteção do doente no momento certo. Identificar a patologia numa fase em que o miocárdio ainda pode beneficiar da máxima precisão molecular é determinante para o sucesso clínico, garantindo que o tratamento é instituído antes que o depósito amiloide cause danos irreversíveis na estrutura cardíaca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos pontos centrais da nova abordagem farmacológica é a rapidez com que a eficácia pode ser validada na prática diária. A estabilização eficaz da proteína transtirretina na sua origem reflete-se em melhorias precoces de biomarcadores de <em>stress</em> cardíaco, como o NT-proBNP. Para a especialista, esta resposta laboratorial rápida funciona como uma validação da eficácia terapêutica, permitindo aos especialistas confirmar que a via fisiopatológica está a ser corretamente bloqueada e que o impacto clínico positivo no doente está em curso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do ponto de vista fisiopatológico, existe uma distinção clara entre a estabilização parcial e a “estabilização de alta afinidade”. Enquanto a primeira pode permitir ainda algum grau de dissociação da proteína e consequente depósito fibrilar, a estabilização de alta afinidade garante uma união mais robusta da transtirretina. Este impacto a longo prazo é crucial para a preservação do miocárdio, uma vez que uma estabilização mais completa traduz-se numa proteção superior contra a infiltração amiloide, resultando numa melhoria sustentada da função cardíaca e da sobrevivência do doente.</p>
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		<title>Importância da “estabilização quase completa da transtirretina” nos outcomes clínicos e na qualidade de vida dos doentes com ATTR-CM</title>
		<link>https://healthtalks.newsfarma.pt/importancia-da-estabilizacao-quase-completa-da-transtirretina-nos-outcomes-clinicos-e-na-qualidade-de-vida-dos-doentes-com-attr-cm/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 08:50:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[“Estabilizar na origem da doença: precisão molecular e impacto clínico” foi o tema do simpósio promovido pela Bayer no âmbito da Reunião do Grupo de Estudo de Doenças do Miocárdio e do Pericárdio (GEDMP), que contou com a participação de Olga Azevedo. Em declarações à News Farma, a coordenadora do GEDMP abordou a evidência trazida [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">“Estabilizar na origem da doença: precisão molecular e impacto clínico” foi o tema do simpósio promovido pela Bayer no âmbito da Reunião do Grupo de Estudo de Doenças do Miocárdio e do Pericárdio (GEDMP), que contou com a participação de <strong>Olga Azevedo</strong>. Em declarações à News Farma, a coordenadora do GEDMP abordou a evidência trazida pelo ensaio clínico ATTRibute-CM, no qual se demonstrou a eficácia de um potente estabilizador da transtirretina, capaz de transformar o prognóstico e a qualidade de vida dos doentes com amiloidose cardíaca por transtirretina (ATTR-CM). Assista ao vídeo.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="OLGA AZEVEDO" src="https://player.vimeo.com/video/1185805599?h=ad30f00e4b&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="500" height="281" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">No arranque da entrevista, Olga Azevedo explica que o acoramidis é um fármaco “desenvolvido de forma a simular uma mutação genética do gene TTR”, a T119M, que existe na natureza. “Esta mutação é, na verdade, protetora contra o desenvolvimento de amiloidose cardíaca por transtirretina”, esclarece.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, tal como explicado pela médica, o acoramidis é um estabilizador da transtirretina “bastante potente”, que permite “uma estabilização quase completa” da proteína e, consequentemente, impede que a mesma “se dissocie em monómeros que, por sua vez, depois se organizam em fibrilhas de amiloide e se depositam nos tecidos”. “Desta forma, o acoramidis vai impedir a formação de novos depósitos de amiloide por transtirretina”, completa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Relativamente à transposição deste mecanismo molecular para a prática clínica, a coordenadora do GEDMP sublinhou que os dados do ensaio clínico ATTRibute-CM demonstram que o acoramidis apresenta um “efeito clínico muito relevante”, já que, neste estudo, reduziu “o <em>endpoint</em> combinado de mortalidade total e hospitalizações cardiovasculares”, bem como “o <em>endpoint</em> isolado de mortalidade aos 42 meses” e o “<em>endpoint</em> isolado de hospitalizações cardiovasculares”, este último na “ordem dos 50% ao ano, com um <em>number needed to treat</em> (NNT) de apenas 5 doentes”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além do efeito ao nível da sobrevida e das hospitalizações cardiovasculares, Olga Azevedo destaca ainda “algo que é muito importante para os doentes: um atraso no declínio da qualidade de vida e da capacidade funcional”. “Não importa apenas viver mais. Importa também viver com qualidade, com capacidade funcional e autonomia”, sublinha a especialista, concluindo: “Sem dúvida que é um fármaco com um efeito terapêutico muito relevante para os doentes com ATTR-CM”.</p>
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		<title>A importância de capacitar os MGF na abordagem do SIU perante situações médicas específicas</title>
		<link>https://healthtalks.newsfarma.pt/a-importancia-de-capacitar-os-mgf-na-abordagem-do-siu-perante-situacoes-medicas-especificas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 08:58:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[As situações médicas complexas e a abordagem a franjas populacionais vulneráveis exigem uma sensibilidade acrescida na escolha contracetiva. Tendo como cenário as diretrizes do Consenso sobre Contraceção de 2020, Mariana Robalo Cordeiro, ginecologista na Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra, detalhou a aplicação do sistema intrauterino em adolescentes com distúrbios alimentares e na população [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">As situações médicas complexas e a abordagem a franjas populacionais vulneráveis exigem uma sensibilidade acrescida na escolha contracetiva. Tendo como cenário as diretrizes do Consenso sobre Contraceção de 2020, <strong>Mariana Robalo Cordeiro</strong>, ginecologista na Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra, detalhou a aplicação do sistema intrauterino em adolescentes com distúrbios alimentares e na população LGBT+. A especialista destacou a importância da Medicina Geral e Familiar dominar os benefícios não contracetivos desta opção e orientar adequadamente as expectativas das jovens nos meses iniciais pós-colocação. Veja o vídeo.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="MARIANA ROBALO CORDEIRO (1)" src="https://player.vimeo.com/video/1196257108?h=09de7d4cb3&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="500" height="281" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O dispositivo intrauterino, com a libertação de levonorgestrel, é um meio de contraceção que é muito útil e é, na verdade, a primeira linha nalgumas populações de adolescentes em particular&#8221;, começou por contextualizar Mariana Robalo Cordeiro.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O cenário das perturbações do comportamento alimentar é um dos exemplos mais claros desta indicação. Contudo, a médica deixou um alerta crucial para o acompanhamento clínico: &#8220;A amenorreia, muitas vezes induzida por estes métodos, não significa que a doença base esteja resolvida&#8221;. É fundamental esclarecer a doente que a falta de fluxo é apenas um efeito secundário esperado do contracetivo, e não um indicador de recuperação do distúrbio alimentar.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra das particularidades vincadas pela especialista prende-se com a abordagem inclusiva em ambiente de consulta, nomeadamente perante utentes LGBT+. Sendo a aplicação do SIU um procedimento médico que requer uma intervenção física direta, exige-se dos profissionais um cuidado extremo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A colocação do dispositivo implica um procedimento ginecológico e, portanto, temos de sempre ter o máximo respeito e o consentimento informado&#8221;, preconizou a ginecologista. O foco clínico deve centrar-se em &#8220;não querer de todo causar nenhuma disforia de género, e, portanto, é algo que os colegas da MGF também devem ter em consideração&#8221;.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda persiste alguma hesitação na prescrição destes dispositivos a jovens que nunca foram mães. Mariana Robalo Cordeiro desmistificou esta barreira, afirmando que &#8220;sabemos perfeitamente que a nuliparidade não é uma questão que seja uma contraindicação à utilização destes métodos&#8221;. O procedimento técnico e as condições de segurança são rigorosamente as mesmas em qualquer cenário. Adicionalmente, recordou que &#8220;há várias dosagens do dispositivo intrauterino, cada uma das quais também está adaptada a diferentes fases da vida e inclusivamente também para as adolescentes&#8221;.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além do efeito contracetivo primário, o Consenso de 2020 dá uma visibilidade muito clara aos benefícios extra-contracetivos. O SIU serve frequentemente como tratamento de primeira linha para condições patológicas graves. &#8220;Pode também ser uma indicação médica para a utilização deste tipo de método, nomeadamente haver uma descarga sanguínea abundante ou adenomiose, onde pretendemos induzir uma amenorreia&#8221;, detalhou em entrevista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como mensagem final direcionada aos Cuidados de Saúde Primários, a médica reforçou que o sucesso da manutenção do método depende do esclarecimento dado à doente sobre os efeitos colaterais benignos dos primeiros meses.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Nos primeiros 3 a 6 meses da colocação do dispositivo intrauterino deve haver uma especial atenção ao facto de o padrão hemorrágico poder ser irregular&#8221;, explicou. Este <em>spotting</em> ou irregularidade menstrual não deve assustar a adolescente: &#8220;É preciso explicar que pode ter algumas irregularidades menstruais, fruto da introdução deste novo método, mas que a maior parte das mulheres tende, passada esta fase inicial, a estabilizar um padrão hemorrágico ou até mesmo a ficar em amenorreia&#8221;.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A entrevista decorreu no 3.º Congresso Nacional de Ginecologia em MGF, durante o mês de maio, em Lisboa.</p>
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		<title>Ginecologia e MGF: uma ligação que caminha de mãos dadas desde a menarca até à menopausa</title>
		<link>https://healthtalks.newsfarma.pt/ginecologia-e-mgf-uma-ligacao-que-caminha-de-maos-dadas-desde-a-menarca-ate-a-menopausa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 15:22:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidades]]></category>
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					<description><![CDATA[A sessão de abertura do 3.º Congresso Nacional de Ginecologia em MGF oficializou o início de um evento desenhado para aproximar os Cuidados de Saúde Primários da Ginecologia. Reunindo 535 participantes, a comissão científica destacou o sucesso de adesão a um programa que promete debater as principais dúvidas do quotidiano clínico e traçar estratégias conjuntas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A sessão de abertura do 3.º Congresso Nacional de Ginecologia em MGF oficializou o início de um evento desenhado para aproximar os Cuidados de Saúde Primários da Ginecologia. Reunindo 535 participantes, a comissão científica destacou o sucesso de adesão a um programa que promete debater as principais dúvidas do quotidiano clínico e traçar estratégias conjuntas em prol da saúde da mulher em Portugal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A sessão inaugural foi marcada pelo forte agradecimento da comissão científica. Cristina Nogueira-Silva, presidente do congresso, fez questão de realçar a vasta rede de apoios que viabilizou o encontro. A responsável rematou com entusiasmo o balanço da adesão, agradecendo “aos 535 inscritos, tornando este evento num sucesso”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A relevância do formato científico foi também enfatizada por Maria João Carvalho, igualmente presidente do congresso, que clarificou os objetivos para as várias sessões: “Este evento científico foi totalmente idealizado para promover a comunicação entre as duas especialidades em prol de melhores cuidados de saúde para as mulheres portuguesas. Ao longo destes dias temos cinco mesas-redondas, seis conferências e uma sessão para discussão de casos clínicos sobre temas relevantes”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda durante a sessão de abertura, a elevada afluência na sala de abertura impressionou a mesa. Carlos Veríssimo, diretor do Serviço de Ginecologia-Obstetrícia do Hospital Beatriz Ângelo, manifestou o seu entusiasmo: “Estou surpreendido com esta audiência. Significa que é um sucesso a junção destas duas especialidades que andam de mão dada desde a menarca até à menopausa”. O especialista fez ainda uma forte defesa do papel dos Cuidados de Saúde Primários no ecossistema da saúde: “Tenho um enorme respeito pela Medicina Geral e Familiar, porque é uma especialidade que está na base da resolução de todos os nossos problemas no SNS”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A complementaridade desta visão foi partilhada pelo ponto de vista de quem está no terreno a prestar cuidados contínuos. Petra Nóbrega Rodrigues, membro do Grupo de Estudos de Saúde da Mulher na Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, disse: “É muito bom ver que existe esta sinergia entre as duas especialidades. Nota-se que o programa foi pensado com base nas nossas dúvidas. Acompanhamos as mulheres ao longo de toda a vida e são diárias as questões que temos para dar as melhores respostas à mulher que se encontra à nossa frente”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já Diogo Ayres de Campos, presidente da Federação das Sociedades Portuguesas de Obstetrícia e Ginecologia (FSPOG), sublinhou que “há uma ligação muito forte entre estas duas especialidades que, ao longo do tempo, se tornou cada vez mais clara”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O programa científico foi composto por intervenções sobre contraceção na adolescência, hormonofobia, patologia ginecológica frequente, novas perspetivas nos rastreios ginecológicos em 2026, HPV, menopausa, disfunção sexual feminina e perda de peso associada à utilização de agonistas do recetor de GLP-1.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O 3.º Congresso Nacional de Ginecologia em MGF decorreu em Lisboa, entre os dias 21 e 22 de maio.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Sistemas intrauterinos: um método altamente eficaz para “a esmagadora maioria das mulheres”</title>
		<link>https://healthtalks.newsfarma.pt/sistemas-intrauterinos-um-metodo-altamente-eficaz-para-a-esmagadora-maioria-das-mulheres/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 15:20:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[A escolha de um método contracetivo deve ser personalizada e adaptada à anatomia e às necessidades clínicas de cada mulher. No âmbito do Consenso sobre Contraceção de 2020, Pedro Viana Pinto, ginecologista no Hospital CUF Trindade, analisou as características diferenciadoras dos sistemas intrauterinos (SIU). O especialista desconstruiu os principais mitos que ainda afastam as mulheres [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A escolha de um método contracetivo deve ser personalizada e adaptada à anatomia e às necessidades clínicas de cada mulher. No âmbito do Consenso sobre Contraceção de 2020, <strong>Pedro Viana Pinto</strong>, ginecologista no Hospital CUF Trindade, analisou as características diferenciadoras dos sistemas intrauterinos (SIU). O especialista desconstruiu os principais mitos que ainda afastam as mulheres destas opções de longa duração, realçando o papel crucial dos médicos de Medicina Geral e Familiar (MGF) como a primeira linha de aconselhamento e a principal janela de oportunidade para reduzir as taxas de gravidezes não planeadas em Portugal.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os sistemas intrauterinos não são todos iguais, e a seleção do dispositivo ideal depende de fatores anatómicos e de queixas associadas. De acordo com Pedro Viana Pinto, &#8220;a principal diferença entre eles tem que ver com a cânula de inserção e o comprimento&#8221;. Dentro dos modelos mais pequenos, a variação no reservatório hormonal dita uma durabilidade de três ou cinco anos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estas dimensões reduzidas são particularmente úteis na prática clínica: &#8220;será no contexto de mulheres nulíparas, ou em mulheres que tenham eventualmente uma cesariana anterior em que por vezes o orifício é mais rijo e mais fixo&#8221;. O ginecologista apontou que existe evidência científica de ensaios randomizados demonstrando que estes dispositivos mais pequenos oferecem uma &#8220;colocação mais fácil e menos dolorosa&#8221;.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, o perfil sintomático da doente pode ditar outra escolha. &#8220;Uma mulher que tenha queixas de dor menstrual ou de perda abundante de sangue fará mais sentido utilizar o dispositivo maior, porque é o único que tem eficácia verdadeiramente comprovada para o tratamento destas situações&#8221;, esclareceu o médico.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Questionado sobre os fatores determinantes para validar a elegibilidade de uma mulher para este método, o especialista foi categórico, referindo que a esmagadora maioria das mulheres é elegível. Salvaguardando situações raras de malformações uterinas — que afetam cerca de 1% da população feminina e que devem ser excluídas —, o SIU apresenta-se como uma opção de excelência para qualquer mulher saudável com atividade sexual.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Como ginecologista até costumo usar bastante porque acho que é um método que não depende das mulheres. A taxa de eficácia é igual&#8221;, sublinhou Pedro Viana Pinto, destacando ainda a elevada aceitação, a baixa taxa de efeitos colaterais e a forte manutenção do método a longo prazo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existem ainda várias páginas de consensos dedicadas a combater mitos enraizados, com destaque para os medos associados a infeções sexualmente transmissíveis (IST), gravidezes ectópicas e infertilidade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;É importante contextualizar, desmistificar, tranquilizar: não aumenta a infertilidade. As mulheres tiram um dispositivo e voltam a tentar engravidar quando quiserem&#8221;, assegurou. O médico esclareceu também que o método não aumenta o risco de IST e que a taxa de expulsão é visivelmente baixa. Quanto ao receio da dor no momento da colocação, o ginecologista garantiu que, num &#8220;ambiente calmo, minimizando ao máximo o tipo de instrumentos que utilizamos&#8221;, o procedimento decorre sem problema para as mulheres.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Portugal, o SIU é um método gratuito e disponível nos hospitais e centros de saúde. Por essa razão, abordar este tema junto dos médicos de família é vital. &#8220;A maior parte destas mulheres chegam ao médico de Medicina Geral e Familiar. Ao hospital chega-nos uma população já muito selecionada&#8221;.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O especialista concluiu reforçando a importância das consultas de proximidade: &#8220;As consultas de planeamento familiar nos centros de saúde são recomendadas, aconselhadas, gratuitas. A maior parte destas mulheres vai recorrer aos médicos de família e, portanto, vão ser eles a primeira linha e a primeira janela de oportunidade para atuar&#8221;.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A entrevista decorreu no 3.º Congresso Nacional de Ginecologia em MGF, durante o mês de maio, em Lisboa.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Gestão da IC com fração de ejeção preservada em doentes com múltiplas patologias: transição da evidência para a prática clínica </title>
		<link>https://healthtalks.newsfarma.pt/gestao-da-ic-com-fracao-de-ejecao-preservada-em-doentes-com-multiplas-patologias-transicao-da-evidencia-para-a-pratica-clinica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 16:58:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://healthtalks.newsfarma.pt/?p=4416</guid>

					<description><![CDATA[A recente aprovação de um antagonista seletivo, não esteroide, dos recetores mineralocorticoides para o tratamento de doentes adultos com insuficiência cardíaca e fração de ejeção ventricular esquerda (FEVE) ≥ 40% na União Europeia foi o mote para a realização desta entrevista a Rodrigo Leão, assistente hospitalar de Medicina Interna na Unidade Local de Saúde de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A recente aprovação de um antagonista seletivo, não esteroide, dos recetores mineralocorticoides para o tratamento de doentes adultos com insuficiência cardíaca e fração de ejeção ventricular esquerda (FEVE) ≥ 40% na União Europeia foi o mote para a realização desta entrevista a <strong>Rodrigo Leão</strong>, assistente hospitalar de Medicina Interna na Unidade Local de Saúde de São José, que, em entrevista à News Farma, abordou a necessidade de transpor os resultados dos ensaios clínicos para a realidade destes doentes complexos que contam agora com uma nova arma terapêutica. Confira o vídeo.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="RODRIGO LEÃO" src="https://player.vimeo.com/video/1195372572?h=cfefceb769&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="500" height="281" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Rodrigo Leão destacou que os dados do estudo FINEARTS-HF confirmam que a finerenona “reduz mortalidade cardiovascular e hospitalizações por insuficiência cardíaca”. Quanto à tolerabilidade ao fármaco, sublinhou que, embora o aumento de potássio seja um efeito expectável por se tratar de um antagonista do recetor mineralocorticoide, este risco “é gerenciável”. De acordo com o especialista, “não houve um aumento significativo de eventos adversos graves”, nem um número expressivo de doentes a descontinuar a terapêutica.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apontando para as oportunidades clínicas, Rodrigo Leão afirmou que será possível “melhorar significativamente o prognóstico dos doentes” e otimizar o tratamento daqueles que permanecem sintomáticos com a terapêutica atual.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, o especialista não ignora os desafios: estes doentes são frequentemente “pluripatológicos, plurimedicados, com esquemas terapêuticos complexos”. Rodrigo Leão defendeu que o caminho futuro passa por “ter uma abordagem individualizada destes doentes” e reforçou a importância de estabelecer prioridades terapêuticas, uma vez que a finerenona “tem um impacto muito significativo na vida dos doentes”.<br></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O impacto do bloqueio da inflamação e da fibrose na gestão da insuficiência cardíaca em doentes com e sem diabetes</title>
		<link>https://healthtalks.newsfarma.pt/o-impacto-do-bloqueio-da-inflamacao-e-da-fibrose-na-gestao-da-insuficiencia-cardiaca-em-doentes-com-e-sem-diabetes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 16:55:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[Susana Heitor, diretora de Medicina Interna III da Unidade Local de Saúde de Amadora/Sintra, no âmbito da recente aprovação de um antagonista seletivo, não esteroide, dos recetores mineralocorticoides para o tratamento de doentes adultos com insuficiência cardíaca e fração de ejeção ventricular esquerda (FEVE) ≥ 40% na União Europeia, falou com a News Farma para [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Susana Heitor</strong>, diretora de Medicina Interna III da Unidade Local de Saúde de Amadora/Sintra, no âmbito da recente aprovação de um antagonista seletivo, não esteroide, dos recetores mineralocorticoides para o tratamento de doentes adultos com insuficiência cardíaca e fração de ejeção ventricular esquerda (FEVE) ≥ 40% na União Europeia, falou com a News Farma para sublinhar como a compreensão da componente inflamatória e fibrótica permite hoje modificar o prognóstico de doentes com e sem diabetes, sublinhando que este fármaco atua diretamente na modificação da história natural da doença e na melhoria significativa da qualidade de vida, oferecendo uma proteção integral que une os eixos metabólico, cardíaco e renal. Veja o vídeo.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="SUSANA HEITOR - O impacto do bloqueio da inflamação e da fibrose na gestão da insuficiência cardíaca em doentes com e sem diabet" src="https://player.vimeo.com/video/1184770579?h=389169c62d&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="500" height="281" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">Susana Heitor destacou que a finerenona, sendo um antagonista dos recetores mineralocorticoides absolutamente seletivo, traz uma componente “antifibrose e inflamação que traz um benefício acrescido”. Segundo a especialista, a experiência clínica tem revelado que o fármaco é “muito bem tolerado” e permite “modificar o prognóstico e a qualidade de vida destes doentes”, indo além do simples alívio de sintomas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos pontos destacados pela médica foi a transversalidade da finerenona entre a doença renal crónica (DRC) e a insuficiência cardíaca (IC). “Nós temos aqui a tal síndrome cardiometabólica, onde temos incluídos os doentes com diabetes e com doença renal crónica”. A finerenona demonstrou impacto positivo tanto na DRC com albuminúria como na insuficiência com fração de ejeção preservada, independentemente da presença de diabetes.&nbsp;Durante a entrevista, Susana Heitor salientou ainda um achado que considera fundamental: a finerenona tem um “papel importante na prevenção da evolução destes doentes para diabetes <em>mellitus</em>”. Na sua perspetiva, “é um achado importantíssimo”, que, “por um lado, nos deixa tranquilos que temos um fármaco protetor e, por outro lado, nos mostra que estamos no caminho certo, porque temos aqui o eixo metabólico e cardiorrenal todo alinhado e unido pelo mesmo fármaco”.</p>
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