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	<title>Health Talks</title>
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		<title>Amiloidose cardíaca: o impacto da “estabilização molecular de alta afinidade” na prática clínica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 08:54:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[A abordagem terapêutica à amiloidose cardíaca por transtirretina (ATTR-CM) vive uma fase de profunda inovação, onde a precisão molecular se cruza com o diagnóstico precoce. No simpósio &#8220;Estabilizar na Origem da Doença&#8221;, organizado pela Bayer na Reunião do Grupo de Estudo de Doenças do Miocárdio e do Pericárdio (GEDMP), Catarina Ferreira, da ULS Trás-os-Montes e [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">A abordagem terapêutica à amiloidose cardíaca por transtirretina (ATTR-CM) vive uma fase de profunda inovação, onde a precisão molecular se cruza com o diagnóstico precoce. No simpósio &#8220;Estabilizar na Origem da Doença&#8221;, organizado pela Bayer na Reunião do Grupo de Estudo de Doenças do Miocárdio e do Pericárdio (GEDMP), <strong>Catarina Ferreira</strong>, da ULS Trás-os-Montes e Alto Douro, discutiu o papel transformador da “estabilização de alta afinidade” que promete redefinir o prognóstico dos doentes. Em entrevista, a cardiologista explica como a estabilização na origem da patologia permite não só travar a progressão do dano, mas também obter melhorias precoces em biomarcadores críticos, sublinhando a importância crescente da imagem (ressonância) na identificação do momento ideal para intervir. Veja o vídeo. </p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="DR. CATARINA FERREIRA" src="https://player.vimeo.com/video/1185803261?h=2c031b7040&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="500" height="281" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">O advento de terapêuticas com elevada capacidade de estabilização, como o acoramidis, elevou a exigência sobre o diagnóstico por imagem cardiovascular. Para Catarina Ferreira, a imagem deixou de ser apenas uma ferramenta de confirmação para se tornar o guia essencial na deteção do doente no momento certo. Identificar a patologia numa fase em que o miocárdio ainda pode beneficiar da máxima precisão molecular é determinante para o sucesso clínico, garantindo que o tratamento é instituído antes que o depósito amiloide cause danos irreversíveis na estrutura cardíaca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos pontos centrais da nova abordagem farmacológica é a rapidez com que a eficácia pode ser validada na prática diária. A estabilização eficaz da proteína transtirretina na sua origem reflete-se em melhorias precoces de biomarcadores de <em>stress</em> cardíaco, como o NT-proBNP. Para a especialista, esta resposta laboratorial rápida funciona como uma validação da eficácia terapêutica, permitindo aos especialistas confirmar que a via fisiopatológica está a ser corretamente bloqueada e que o impacto clínico positivo no doente está em curso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do ponto de vista fisiopatológico, existe uma distinção clara entre a estabilização parcial e a “estabilização de alta afinidade”. Enquanto a primeira pode permitir ainda algum grau de dissociação da proteína e consequente depósito fibrilar, a estabilização de alta afinidade garante uma união mais robusta da transtirretina. Este impacto a longo prazo é crucial para a preservação do miocárdio, uma vez que uma estabilização mais completa traduz-se numa proteção superior contra a infiltração amiloide, resultando numa melhoria sustentada da função cardíaca e da sobrevivência do doente.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Importância da “estabilização quase completa da transtirretina” nos outcomes clínicos e na qualidade de vida dos doentes com ATTR-CM</title>
		<link>https://healthtalks.newsfarma.pt/importancia-da-estabilizacao-quase-completa-da-transtirretina-nos-outcomes-clinicos-e-na-qualidade-de-vida-dos-doentes-com-attr-cm/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 08:50:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[“Estabilizar na origem da doença: precisão molecular e impacto clínico” foi o tema do simpósio promovido pela Bayer no âmbito da Reunião do Grupo de Estudo de Doenças do Miocárdio e do Pericárdio (GEDMP), que contou com a participação de Olga Azevedo. Em declarações à News Farma, a coordenadora do GEDMP abordou a evidência trazida [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">“Estabilizar na origem da doença: precisão molecular e impacto clínico” foi o tema do simpósio promovido pela Bayer no âmbito da Reunião do Grupo de Estudo de Doenças do Miocárdio e do Pericárdio (GEDMP), que contou com a participação de <strong>Olga Azevedo</strong>. Em declarações à News Farma, a coordenadora do GEDMP abordou a evidência trazida pelo ensaio clínico ATTRibute-CM, no qual se demonstrou a eficácia de um potente estabilizador da transtirretina, capaz de transformar o prognóstico e a qualidade de vida dos doentes com amiloidose cardíaca por transtirretina (ATTR-CM). Assista ao vídeo.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="OLGA AZEVEDO" src="https://player.vimeo.com/video/1185805599?h=ad30f00e4b&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="500" height="281" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">No arranque da entrevista, Olga Azevedo explica que o acoramidis é um fármaco “desenvolvido de forma a simular uma mutação genética do gene TTR”, a T119M, que existe na natureza. “Esta mutação é, na verdade, protetora contra o desenvolvimento de amiloidose cardíaca por transtirretina”, esclarece.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, tal como explicado pela médica, o acoramidis é um estabilizador da transtirretina “bastante potente”, que permite “uma estabilização quase completa” da proteína e, consequentemente, impede que a mesma “se dissocie em monómeros que, por sua vez, depois se organizam em fibrilhas de amiloide e se depositam nos tecidos”. “Desta forma, o acoramidis vai impedir a formação de novos depósitos de amiloide por transtirretina”, completa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Relativamente à transposição deste mecanismo molecular para a prática clínica, a coordenadora do GEDMP sublinhou que os dados do ensaio clínico ATTRibute-CM demonstram que o acoramidis apresenta um “efeito clínico muito relevante”, já que, neste estudo, reduziu “o <em>endpoint</em> combinado de mortalidade total e hospitalizações cardiovasculares”, bem como “o <em>endpoint</em> isolado de mortalidade aos 42 meses” e o “<em>endpoint</em> isolado de hospitalizações cardiovasculares”, este último na “ordem dos 50% ao ano, com um <em>number needed to treat</em> (NNT) de apenas 5 doentes”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além do efeito ao nível da sobrevida e das hospitalizações cardiovasculares, Olga Azevedo destaca ainda “algo que é muito importante para os doentes: um atraso no declínio da qualidade de vida e da capacidade funcional”. “Não importa apenas viver mais. Importa também viver com qualidade, com capacidade funcional e autonomia”, sublinha a especialista, concluindo: “Sem dúvida que é um fármaco com um efeito terapêutico muito relevante para os doentes com ATTR-CM”.</p>
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		<item>
		<title>A importância de capacitar os MGF na abordagem do SIU perante situações médicas específicas</title>
		<link>https://healthtalks.newsfarma.pt/a-importancia-de-capacitar-os-mgf-na-abordagem-do-siu-perante-situacoes-medicas-especificas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 08:58:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[As situações médicas complexas e a abordagem a franjas populacionais vulneráveis exigem uma sensibilidade acrescida na escolha contracetiva. Tendo como cenário as diretrizes do Consenso sobre Contraceção de 2020, Mariana Robalo Cordeiro, ginecologista na Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra, detalhou a aplicação do sistema intrauterino em adolescentes com distúrbios alimentares e na população [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">As situações médicas complexas e a abordagem a franjas populacionais vulneráveis exigem uma sensibilidade acrescida na escolha contracetiva. Tendo como cenário as diretrizes do Consenso sobre Contraceção de 2020, <strong>Mariana Robalo Cordeiro</strong>, ginecologista na Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra, detalhou a aplicação do sistema intrauterino em adolescentes com distúrbios alimentares e na população LGBT+. A especialista destacou a importância da Medicina Geral e Familiar dominar os benefícios não contracetivos desta opção e orientar adequadamente as expectativas das jovens nos meses iniciais pós-colocação. Veja o vídeo.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="MARIANA ROBALO CORDEIRO (1)" src="https://player.vimeo.com/video/1196257108?h=09de7d4cb3&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="500" height="281" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O dispositivo intrauterino, com a libertação de levonorgestrel, é um meio de contraceção que é muito útil e é, na verdade, a primeira linha nalgumas populações de adolescentes em particular&#8221;, começou por contextualizar Mariana Robalo Cordeiro.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O cenário das perturbações do comportamento alimentar é um dos exemplos mais claros desta indicação. Contudo, a médica deixou um alerta crucial para o acompanhamento clínico: &#8220;A amenorreia, muitas vezes induzida por estes métodos, não significa que a doença base esteja resolvida&#8221;. É fundamental esclarecer a doente que a falta de fluxo é apenas um efeito secundário esperado do contracetivo, e não um indicador de recuperação do distúrbio alimentar.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra das particularidades vincadas pela especialista prende-se com a abordagem inclusiva em ambiente de consulta, nomeadamente perante utentes LGBT+. Sendo a aplicação do SIU um procedimento médico que requer uma intervenção física direta, exige-se dos profissionais um cuidado extremo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A colocação do dispositivo implica um procedimento ginecológico e, portanto, temos de sempre ter o máximo respeito e o consentimento informado&#8221;, preconizou a ginecologista. O foco clínico deve centrar-se em &#8220;não querer de todo causar nenhuma disforia de género, e, portanto, é algo que os colegas da MGF também devem ter em consideração&#8221;.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda persiste alguma hesitação na prescrição destes dispositivos a jovens que nunca foram mães. Mariana Robalo Cordeiro desmistificou esta barreira, afirmando que &#8220;sabemos perfeitamente que a nuliparidade não é uma questão que seja uma contraindicação à utilização destes métodos&#8221;. O procedimento técnico e as condições de segurança são rigorosamente as mesmas em qualquer cenário. Adicionalmente, recordou que &#8220;há várias dosagens do dispositivo intrauterino, cada uma das quais também está adaptada a diferentes fases da vida e inclusivamente também para as adolescentes&#8221;.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além do efeito contracetivo primário, o Consenso de 2020 dá uma visibilidade muito clara aos benefícios extra-contracetivos. O SIU serve frequentemente como tratamento de primeira linha para condições patológicas graves. &#8220;Pode também ser uma indicação médica para a utilização deste tipo de método, nomeadamente haver uma descarga sanguínea abundante ou adenomiose, onde pretendemos induzir uma amenorreia&#8221;, detalhou em entrevista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como mensagem final direcionada aos Cuidados de Saúde Primários, a médica reforçou que o sucesso da manutenção do método depende do esclarecimento dado à doente sobre os efeitos colaterais benignos dos primeiros meses.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Nos primeiros 3 a 6 meses da colocação do dispositivo intrauterino deve haver uma especial atenção ao facto de o padrão hemorrágico poder ser irregular&#8221;, explicou. Este <em>spotting</em> ou irregularidade menstrual não deve assustar a adolescente: &#8220;É preciso explicar que pode ter algumas irregularidades menstruais, fruto da introdução deste novo método, mas que a maior parte das mulheres tende, passada esta fase inicial, a estabilizar um padrão hemorrágico ou até mesmo a ficar em amenorreia&#8221;.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A entrevista decorreu no 3.º Congresso Nacional de Ginecologia em MGF, durante o mês de maio, em Lisboa.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ginecologia e MGF: uma ligação que caminha de mãos dadas desde a menarca até à menopausa</title>
		<link>https://healthtalks.newsfarma.pt/ginecologia-e-mgf-uma-ligacao-que-caminha-de-maos-dadas-desde-a-menarca-ate-a-menopausa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 15:22:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidades]]></category>
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					<description><![CDATA[A sessão de abertura do 3.º Congresso Nacional de Ginecologia em MGF oficializou o início de um evento desenhado para aproximar os Cuidados de Saúde Primários da Ginecologia. Reunindo 535 participantes, a comissão científica destacou o sucesso de adesão a um programa que promete debater as principais dúvidas do quotidiano clínico e traçar estratégias conjuntas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A sessão de abertura do 3.º Congresso Nacional de Ginecologia em MGF oficializou o início de um evento desenhado para aproximar os Cuidados de Saúde Primários da Ginecologia. Reunindo 535 participantes, a comissão científica destacou o sucesso de adesão a um programa que promete debater as principais dúvidas do quotidiano clínico e traçar estratégias conjuntas em prol da saúde da mulher em Portugal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A sessão inaugural foi marcada pelo forte agradecimento da comissão científica. Cristina Nogueira-Silva, presidente do congresso, fez questão de realçar a vasta rede de apoios que viabilizou o encontro. A responsável rematou com entusiasmo o balanço da adesão, agradecendo “aos 535 inscritos, tornando este evento num sucesso”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A relevância do formato científico foi também enfatizada por Maria João Carvalho, igualmente presidente do congresso, que clarificou os objetivos para as várias sessões: “Este evento científico foi totalmente idealizado para promover a comunicação entre as duas especialidades em prol de melhores cuidados de saúde para as mulheres portuguesas. Ao longo destes dias temos cinco mesas-redondas, seis conferências e uma sessão para discussão de casos clínicos sobre temas relevantes”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda durante a sessão de abertura, a elevada afluência na sala de abertura impressionou a mesa. Carlos Veríssimo, diretor do Serviço de Ginecologia-Obstetrícia do Hospital Beatriz Ângelo, manifestou o seu entusiasmo: “Estou surpreendido com esta audiência. Significa que é um sucesso a junção destas duas especialidades que andam de mão dada desde a menarca até à menopausa”. O especialista fez ainda uma forte defesa do papel dos Cuidados de Saúde Primários no ecossistema da saúde: “Tenho um enorme respeito pela Medicina Geral e Familiar, porque é uma especialidade que está na base da resolução de todos os nossos problemas no SNS”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A complementaridade desta visão foi partilhada pelo ponto de vista de quem está no terreno a prestar cuidados contínuos. Petra Nóbrega Rodrigues, membro do Grupo de Estudos de Saúde da Mulher na Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, disse: “É muito bom ver que existe esta sinergia entre as duas especialidades. Nota-se que o programa foi pensado com base nas nossas dúvidas. Acompanhamos as mulheres ao longo de toda a vida e são diárias as questões que temos para dar as melhores respostas à mulher que se encontra à nossa frente”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já Diogo Ayres de Campos, presidente da Federação das Sociedades Portuguesas de Obstetrícia e Ginecologia (FSPOG), sublinhou que “há uma ligação muito forte entre estas duas especialidades que, ao longo do tempo, se tornou cada vez mais clara”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O programa científico foi composto por intervenções sobre contraceção na adolescência, hormonofobia, patologia ginecológica frequente, novas perspetivas nos rastreios ginecológicos em 2026, HPV, menopausa, disfunção sexual feminina e perda de peso associada à utilização de agonistas do recetor de GLP-1.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O 3.º Congresso Nacional de Ginecologia em MGF decorreu em Lisboa, entre os dias 21 e 22 de maio.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Sistemas intrauterinos: um método altamente eficaz para “a esmagadora maioria das mulheres”</title>
		<link>https://healthtalks.newsfarma.pt/sistemas-intrauterinos-um-metodo-altamente-eficaz-para-a-esmagadora-maioria-das-mulheres/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 15:20:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[A escolha de um método contracetivo deve ser personalizada e adaptada à anatomia e às necessidades clínicas de cada mulher. No âmbito do Consenso sobre Contraceção de 2020, Pedro Viana Pinto, ginecologista no Hospital CUF Trindade, analisou as características diferenciadoras dos sistemas intrauterinos (SIU). O especialista desconstruiu os principais mitos que ainda afastam as mulheres [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A escolha de um método contracetivo deve ser personalizada e adaptada à anatomia e às necessidades clínicas de cada mulher. No âmbito do Consenso sobre Contraceção de 2020, <strong>Pedro Viana Pinto</strong>, ginecologista no Hospital CUF Trindade, analisou as características diferenciadoras dos sistemas intrauterinos (SIU). O especialista desconstruiu os principais mitos que ainda afastam as mulheres destas opções de longa duração, realçando o papel crucial dos médicos de Medicina Geral e Familiar (MGF) como a primeira linha de aconselhamento e a principal janela de oportunidade para reduzir as taxas de gravidezes não planeadas em Portugal.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os sistemas intrauterinos não são todos iguais, e a seleção do dispositivo ideal depende de fatores anatómicos e de queixas associadas. De acordo com Pedro Viana Pinto, &#8220;a principal diferença entre eles tem que ver com a cânula de inserção e o comprimento&#8221;. Dentro dos modelos mais pequenos, a variação no reservatório hormonal dita uma durabilidade de três ou cinco anos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estas dimensões reduzidas são particularmente úteis na prática clínica: &#8220;será no contexto de mulheres nulíparas, ou em mulheres que tenham eventualmente uma cesariana anterior em que por vezes o orifício é mais rijo e mais fixo&#8221;. O ginecologista apontou que existe evidência científica de ensaios randomizados demonstrando que estes dispositivos mais pequenos oferecem uma &#8220;colocação mais fácil e menos dolorosa&#8221;.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, o perfil sintomático da doente pode ditar outra escolha. &#8220;Uma mulher que tenha queixas de dor menstrual ou de perda abundante de sangue fará mais sentido utilizar o dispositivo maior, porque é o único que tem eficácia verdadeiramente comprovada para o tratamento destas situações&#8221;, esclareceu o médico.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Questionado sobre os fatores determinantes para validar a elegibilidade de uma mulher para este método, o especialista foi categórico, referindo que a esmagadora maioria das mulheres é elegível. Salvaguardando situações raras de malformações uterinas — que afetam cerca de 1% da população feminina e que devem ser excluídas —, o SIU apresenta-se como uma opção de excelência para qualquer mulher saudável com atividade sexual.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Como ginecologista até costumo usar bastante porque acho que é um método que não depende das mulheres. A taxa de eficácia é igual&#8221;, sublinhou Pedro Viana Pinto, destacando ainda a elevada aceitação, a baixa taxa de efeitos colaterais e a forte manutenção do método a longo prazo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existem ainda várias páginas de consensos dedicadas a combater mitos enraizados, com destaque para os medos associados a infeções sexualmente transmissíveis (IST), gravidezes ectópicas e infertilidade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;É importante contextualizar, desmistificar, tranquilizar: não aumenta a infertilidade. As mulheres tiram um dispositivo e voltam a tentar engravidar quando quiserem&#8221;, assegurou. O médico esclareceu também que o método não aumenta o risco de IST e que a taxa de expulsão é visivelmente baixa. Quanto ao receio da dor no momento da colocação, o ginecologista garantiu que, num &#8220;ambiente calmo, minimizando ao máximo o tipo de instrumentos que utilizamos&#8221;, o procedimento decorre sem problema para as mulheres.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Portugal, o SIU é um método gratuito e disponível nos hospitais e centros de saúde. Por essa razão, abordar este tema junto dos médicos de família é vital. &#8220;A maior parte destas mulheres chegam ao médico de Medicina Geral e Familiar. Ao hospital chega-nos uma população já muito selecionada&#8221;.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O especialista concluiu reforçando a importância das consultas de proximidade: &#8220;As consultas de planeamento familiar nos centros de saúde são recomendadas, aconselhadas, gratuitas. A maior parte destas mulheres vai recorrer aos médicos de família e, portanto, vão ser eles a primeira linha e a primeira janela de oportunidade para atuar&#8221;.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A entrevista decorreu no 3.º Congresso Nacional de Ginecologia em MGF, durante o mês de maio, em Lisboa.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Gestão da IC com fração de ejeção preservada em doentes com múltiplas patologias: transição da evidência para a prática clínica </title>
		<link>https://healthtalks.newsfarma.pt/gestao-da-ic-com-fracao-de-ejecao-preservada-em-doentes-com-multiplas-patologias-transicao-da-evidencia-para-a-pratica-clinica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 16:58:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[A recente aprovação de um antagonista seletivo, não esteroide, dos recetores mineralocorticoides para o tratamento de doentes adultos com insuficiência cardíaca e fração de ejeção ventricular esquerda (FEVE) ≥ 40% na União Europeia foi o mote para a realização desta entrevista a Rodrigo Leão, assistente hospitalar de Medicina Interna na Unidade Local de Saúde de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A recente aprovação de um antagonista seletivo, não esteroide, dos recetores mineralocorticoides para o tratamento de doentes adultos com insuficiência cardíaca e fração de ejeção ventricular esquerda (FEVE) ≥ 40% na União Europeia foi o mote para a realização desta entrevista a <strong>Rodrigo Leão</strong>, assistente hospitalar de Medicina Interna na Unidade Local de Saúde de São José, que, em entrevista à News Farma, abordou a necessidade de transpor os resultados dos ensaios clínicos para a realidade destes doentes complexos que contam agora com uma nova arma terapêutica. Confira o vídeo.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="RODRIGO LEÃO" src="https://player.vimeo.com/video/1195372572?h=cfefceb769&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="500" height="281" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Rodrigo Leão destacou que os dados do estudo FINEARTS-HF confirmam que a finerenona “reduz mortalidade cardiovascular e hospitalizações por insuficiência cardíaca”. Quanto à tolerabilidade ao fármaco, sublinhou que, embora o aumento de potássio seja um efeito expectável por se tratar de um antagonista do recetor mineralocorticoide, este risco “é gerenciável”. De acordo com o especialista, “não houve um aumento significativo de eventos adversos graves”, nem um número expressivo de doentes a descontinuar a terapêutica.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apontando para as oportunidades clínicas, Rodrigo Leão afirmou que será possível “melhorar significativamente o prognóstico dos doentes” e otimizar o tratamento daqueles que permanecem sintomáticos com a terapêutica atual.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, o especialista não ignora os desafios: estes doentes são frequentemente “pluripatológicos, plurimedicados, com esquemas terapêuticos complexos”. Rodrigo Leão defendeu que o caminho futuro passa por “ter uma abordagem individualizada destes doentes” e reforçou a importância de estabelecer prioridades terapêuticas, uma vez que a finerenona “tem um impacto muito significativo na vida dos doentes”.<br></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O impacto do bloqueio da inflamação e da fibrose na gestão da insuficiência cardíaca em doentes com e sem diabetes</title>
		<link>https://healthtalks.newsfarma.pt/o-impacto-do-bloqueio-da-inflamacao-e-da-fibrose-na-gestao-da-insuficiencia-cardiaca-em-doentes-com-e-sem-diabetes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 16:55:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[Susana Heitor, diretora de Medicina Interna III da Unidade Local de Saúde de Amadora/Sintra, no âmbito da recente aprovação de um antagonista seletivo, não esteroide, dos recetores mineralocorticoides para o tratamento de doentes adultos com insuficiência cardíaca e fração de ejeção ventricular esquerda (FEVE) ≥ 40% na União Europeia, falou com a News Farma para [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Susana Heitor</strong>, diretora de Medicina Interna III da Unidade Local de Saúde de Amadora/Sintra, no âmbito da recente aprovação de um antagonista seletivo, não esteroide, dos recetores mineralocorticoides para o tratamento de doentes adultos com insuficiência cardíaca e fração de ejeção ventricular esquerda (FEVE) ≥ 40% na União Europeia, falou com a News Farma para sublinhar como a compreensão da componente inflamatória e fibrótica permite hoje modificar o prognóstico de doentes com e sem diabetes, sublinhando que este fármaco atua diretamente na modificação da história natural da doença e na melhoria significativa da qualidade de vida, oferecendo uma proteção integral que une os eixos metabólico, cardíaco e renal. Veja o vídeo.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="SUSANA HEITOR - O impacto do bloqueio da inflamação e da fibrose na gestão da insuficiência cardíaca em doentes com e sem diabet" src="https://player.vimeo.com/video/1184770579?h=389169c62d&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="500" height="281" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">Susana Heitor destacou que a finerenona, sendo um antagonista dos recetores mineralocorticoides absolutamente seletivo, traz uma componente “antifibrose e inflamação que traz um benefício acrescido”. Segundo a especialista, a experiência clínica tem revelado que o fármaco é “muito bem tolerado” e permite “modificar o prognóstico e a qualidade de vida destes doentes”, indo além do simples alívio de sintomas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos pontos destacados pela médica foi a transversalidade da finerenona entre a doença renal crónica (DRC) e a insuficiência cardíaca (IC). “Nós temos aqui a tal síndrome cardiometabólica, onde temos incluídos os doentes com diabetes e com doença renal crónica”. A finerenona demonstrou impacto positivo tanto na DRC com albuminúria como na insuficiência com fração de ejeção preservada, independentemente da presença de diabetes.&nbsp;Durante a entrevista, Susana Heitor salientou ainda um achado que considera fundamental: a finerenona tem um “papel importante na prevenção da evolução destes doentes para diabetes <em>mellitus</em>”. Na sua perspetiva, “é um achado importantíssimo”, que, “por um lado, nos deixa tranquilos que temos um fármaco protetor e, por outro lado, nos mostra que estamos no caminho certo, porque temos aqui o eixo metabólico e cardiorrenal todo alinhado e unido pelo mesmo fármaco”.</p>
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		<item>
		<title>A evolução da evidência clínica na abordagem da IC com fração de ejeção ≥40%</title>
		<link>https://healthtalks.newsfarma.pt/a-evolucao-da-evidencia-clinica-na-abordagem-da-ic-com-fracao-de-ejecao-%e2%89%a540/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 16:52:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[Depois da recente aprovação de um antagonista seletivo, não esteroide, dos recetores mineralocorticoides para o tratamento de doentes adultos com insuficiência cardíaca e fração de ejeção ventricular esquerda (FEVE) ≥ 40% na União Europeia, a News Farma conversou com Rui Baptista, diretor do Serviço de Cardiologia da Unidade Local de Saúde de Entre o Douro [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Depois da recente aprovação de um antagonista seletivo, não esteroide, dos recetores mineralocorticoides para o tratamento de doentes adultos com insuficiência cardíaca e fração de ejeção ventricular esquerda (FEVE) ≥ 40% na União Europeia, a News Farma conversou com <strong>Rui Baptista</strong>, diretor do Serviço de Cardiologia da Unidade Local de Saúde de Entre o Douro e Vouga, que explicou de que forma a nova evidência científica está a moldar o tratamento da insuficiência cardíaca, focando-se na transição para uma abordagem baseada em múltiplos pilares terapêuticos, agora também nos doentes com fração de ejeção preservada. Confira as declarações em vídeo.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="RUI BAPTISTA - A evolução da evidência clínica na abordagem da IC com fração de ejeção ≥40%" src="https://player.vimeo.com/video/1184770932?h=ed6047ca3f&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="500" height="281" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Rui Baptista explica que, ao contrário do que acontece na insuficiência cardíaca com fração reduzida, nesta população de doentes com fração de ejeção ≥40% – na qual se inclui fração de ejeção ligeiramente reduzida e preservada – ainda não se falava em múltiplos pilares que reduzissem eventos cardiovasculares e mortalidade. Contudo, com os resultados do ensaio clínico FINEARTS-HF, o cenário alterou-se. “Começámos a caminhar no sentido de ter terapêuticas que, de facto, reduzem eventos cardiovasculares nestas populações”, afirmou, referindo que a evidência obtida com a finerenona “é muito semelhante” à que existe com os marcos anteriores da classe dos inibidores SGLT2.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Analisando os dados de eficácia e segurança, o médico mostrou-se otimista: “Do ponto de vista de eficácia, eu acho que estamos bem”. Sobre o risco de eventos adversos e em particular de hipercaliemia, Rui Baptista notou que este sinal é expectável, mas pode ser menor na prática clínica real do que o observado no ensaio. Em suma, o especialista considera que “o benefício eficácia-segurança é muito mais favorável à finerenona”.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Novas perspetivas no tratamento da insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada</title>
		<link>https://healthtalks.newsfarma.pt/novas-perspetivas-no-tratamento-da-insuficiencia-cardiaca-com-fracao-de-ejecao-preservada/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 16:48:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[A propósito da recente aprovação de um antagonista seletivo, não esteroide, dos recetores mineralocorticoides para o tratamento de doentes adultos com insuficiência cardíaca e fração de ejeção ventricular esquerda (FEVE) ≥ 40% na União Europeia, Inês Araújo, internista da Unidade Local de Saúde de Lisboa Ocidental, partilha a sua visão, em declarações à News Farma, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A propósito da recente aprovação de um antagonista seletivo, não esteroide, dos recetores mineralocorticoides para o tratamento de doentes adultos com insuficiência cardíaca e fração de ejeção ventricular esquerda (FEVE) ≥ 40% na União Europeia, <strong>Inês Araújo</strong>, internista da Unidade Local de Saúde de Lisboa Ocidental, partilha a sua visão, em declarações à News Farma, sobre a importância deste fármaco como terapêutica numa população de doentes que, até recentemente, dispunha de ferramentas limitadas para a gestão da sua patologia. Assista ao vídeo.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="INÊS ARAÚJO - Novas perspetivas no tratamento da insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada" src="https://player.vimeo.com/video/1184770795?h=6d8a3ed1e7&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="500" height="281" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Inês Araújo começa por contextualizar a prevalência dos casos de insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada na sua unidade hospitalar, notando que os doentes com fração de ejeção igual ou superior a 40% representam, “efetivamente, a maioria dos doentes”. Segundo a especialista, este grupo apresenta uma taxa de internamentos “muito elevada, não desprezível” e que “não é inferior aos doentes com fração de ejeção reduzida”, gerando, por isso, preocupação devido ao menor armamentário terapêutico disponível até ao momento.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a recente aprovação por parte da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) para o uso de finerenona para estes doentes, Inês Araújo destaca o surgimento de um novo aliado que “mostrou um benefício na redução do risco de mortalidade cardiovascular e internamentos por insuficiência cardíaca”. Na sua perspetiva, a finerenona distingue-se pela sua “atuação a nível da inflamação, da fibrose, que é muito importante nestes doentes”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Relativamente à segurança, a especialista reforçou que este fármaco “tem menos eventos de hipercaliemia quando comparada com a espironolactona”, afirmando, em jeito de conclusão, que a possibilidade de associar a finerenona aos inibidores de SGLT2 permitirá uma “melhoria do prognóstico destes doentes”, que frequentemente apresentam quadros complexos de múltiplas comorbilidades crónicas.<br></p>
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		<item>
		<title>INFARMED aprova financiamento de novo estabilizador da TTR para miocardiopatia amiloide</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Feb 2026 16:02:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidades]]></category>
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					<description><![CDATA[O INFARMED aprovou o financiamento na sequência da autorização de introdução no mercado pela Comissão Europeia, com base em resultados de estudos clínicos que demonstraram a eficácia e segurança do tratamento na redução do risco de mortalidade por todas as causas e hospitalizações relacionadas com problemas cardiovasculares, com benefícios observados logo após o início do [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O INFARMED aprovou o financiamento na sequência da autorização de introdução no mercado pela Comissão Europeia, com base em resultados de estudos clínicos que demonstraram a eficácia e segurança do tratamento na redução do risco de mortalidade por todas as causas e hospitalizações relacionadas com problemas cardiovasculares, com benefícios observados logo após o início do tratamento.</p>



<p class="has-vivid-cyan-blue-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-c1d588be8ab910455044c36e15a81586 wp-block-paragraph"><strong><em>Medicamento Beyonttra obtém autorização de financiamento público, a partir do dia 1 de fevereiro de 2026, estando indicado no tratamento da amiloidose associada à transtirretina de tipo selvagem ou variante em doentes adultos com miocardiopatia (ATTR-CM).</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A ATTR-CM é uma doença progressiva e fatal que se manifesta como uma miocardiopatia infiltrativa e restritiva, resultando em insuficiência cardíaca. A doença ocorre quando uma proteína chamada transtirretina (TTR) se torna instável e se deposita sob a forma de fibrilas amiloides no músculo cardíaco, levando à sua progressiva deterioração. A doença é muitas vezes diagnosticada tardiamente e os doentes com ATTR-CM enfrentam um risco contínuo de progressão da doença devido ao depósito contínuo de amiloide no coração. Uma vez diagnosticados, os doentes com ATTR-CM têm uma sobrevida mediana de apenas 3 a 5 anos se não forem tratados.</p>
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		<item>
		<title>Da estabilização superior a 90% aos benefícios clínicos consistentes na ATTR-CM: o que diz a evidência?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Feb 2026 11:52:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[Na gestão da amiloidose cardíaca (ATTR-CM), o objetivo passa por garantir que a transtirretina se mantém na sua forma estável, evitando a progressão da doença. Em entrevista, Olga Azevedo, consultora de Cardiologia na Unidade Local de Saúde do Alto Ave, aborda uma estratégia terapêutica de alta afinidade que consegue estabilizar mais de 90% da proteína, [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Na gestão da amiloidose cardíaca (ATTR-CM), o objetivo passa por garantir que a transtirretina se mantém na sua forma estável, evitando a progressão da doença. Em entrevista, <strong>Olga Azevedo</strong>, consultora de Cardiologia na Unidade Local de Saúde do Alto Ave, aborda uma estratégia terapêutica de alta afinidade que consegue estabilizar mais de 90% da proteína, tornando-se, assim, fundamental na prática clínica para um melhor prognóstico dos doentes. Assista ao vídeo.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Dr.ª Olga Azevedo_Amiloidose Cardíaca" src="https://player.vimeo.com/video/1163686783?h=d95aa54e15&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="500" height="281" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A progressão da ATTR-CM está intrinsecamente ligada à desagregação da transtirretina em monómeros. Por isso, segundo Olga Azevedo, o acoramidis atua como um estabilizador com um mecanismo particular: “simula uma mutação da transtirretina que existe na natureza, a mutação T119M, que é altamente protetora contra o desenvolvimento de amiloidose”. Esta ligação de alta afinidade permite estabilizar mais de 90% da proteína circulante, resultando em benefícios clínicos consistentes.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em linha com as anteriores considerações, Olga Azevedo destaca os dados do estudo ATTRibute-CM, no qual acoramidis demonstrou uma redução significativa da mortalidade e das hospitalizações cardiovasculares, bem como do NT-proBNP, a par da melhoria da capacidade funcional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A especialista realça ainda o impacto a longo prazo observado na fase de extensão aberta do estudo. Aos 42 meses, os doentes sob acoramidis desde o início apresentaram uma melhor sobrevida e menor frequência de hospitalizações do que aqueles que transitaram tardiamente do placebo. “O que faz do acoramidis uma excelente opção terapêutica para estes doentes”, conclui.</p>
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		<title>ATTR-CM: O impacto da estabilização da transtirretina nos desfechos clínicos e marcadores laboratoriais </title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Feb 2026 11:44:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[A estabilização da transtirretina (TTR) apresenta um enorme potencial terapêutico para doentes com miocardiopatia amiloide (ATTR-CM). Em entrevista, Carlos Aguiar, consultor de Cardiologia na Unidade Local de Saúde de Lisboa Ocidental, explica o papel desta proteína no organismo e como o grau da sua estabilização se reflete tanto na evolução clínica do doente como na [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">A estabilização da transtirretina (TTR) apresenta um enorme potencial terapêutico para doentes com miocardiopatia amiloide (ATTR-CM). Em entrevista, <strong>Carlos Aguiar</strong>, consultor de Cardiologia na Unidade Local de Saúde de Lisboa Ocidental, explica o papel desta proteína no organismo e como o grau da sua estabilização se reflete tanto na evolução clínica do doente como na melhoria de indicadores laboratoriais específicos. Assista às declarações.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Dr. Carlos Aguiar_Amiloidose Cardíaca" src="https://player.vimeo.com/video/1163686930?h=2b1afe1ba4&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="500" height="281" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Carlos Aguiar, a transtirretina (TTR) é uma proteína produzida essencialmente no fígado, cuja função principal é o transporte da tiroxina e do retinol. No seu estado normal, a TTR apresenta-se como um tetrâmero composto por quatro subunidades idênticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, a quebra desta estrutura, seja por via hereditária ou pelo envelhecimento, leva à dissociação do tetrâmero em monómeros que, posteriormente, se agregam em fibrilhas de amiloide que se depositam no coração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O especialista sublinha que a estabilização da TTR é a chave para interromper este processo. “Temos dados claros de que o grau de estabilização da transtirretina é proporcional à magnitude dos ganhos clínicos”, afirma o cardiologista. Estes benefícios refletem-se em marcadores prognósticos como o NT-proBNP, na distância percorrida no teste de marcha de seis minutos e na qualidade de vida medida pela escala do <em>Kansas City Cardiomyopathy Questionnaire</em> (KCCQ).</p>
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