<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>eular &#8211; Health Talks</title>
	<atom:link href="https://healthtalks.newsfarma.pt/tags/eular/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://healthtalks.newsfarma.pt</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Mon, 03 Feb 2025 12:44:14 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0.4</generator>

<image>
	<url>https://healthtalks.newsfarma.pt/wp-content/uploads/2025/02/cropped-cropped-health-talks-p2-icon-32x32.png</url>
	<title>eular &#8211; Health Talks</title>
	<link>https://healthtalks.newsfarma.pt</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Dados apresentados no EULAR apontam novas opções de tratamento da nefrite lúpica</title>
		<link>https://healthtalks.newsfarma.pt/dados-apresentados-no-eular-apontam-novas-opcoes-de-tratamento-da-nefrite-lupica/</link>
					<comments>https://healthtalks.newsfarma.pt/dados-apresentados-no-eular-apontam-novas-opcoes-de-tratamento-da-nefrite-lupica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cátia Raquel Évora Loureiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Jul 2022 10:25:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidades]]></category>
		<category><![CDATA[eular]]></category>
		<category><![CDATA[nefrite lupica]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://healthtalks.staging.widgilabs-sites.com/dados-apresentados-no-eular-apontam-novas-opcoes-de-tratamento-da-nefrite-lupica/</guid>

					<description><![CDATA[A nefrite lúpica (NL) é uma complicação frequente do lúpus eritematoso sistémico (LES), afetando mais de 40 % dos doentes. A NL constitui uma importante causa de morbi-mortalidade entre doentes com LES, conduzindo a insuficiência renal terminal em 17-33 % dos casos após 10 anos. O compromisso da função renal surge como resultado do processo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[</p>
<p>A nefrite lúpica (NL) é uma complicação frequente do lúpus eritematoso sistémico (LES), afetando mais de 40 % dos doentes. A NL constitui uma importante causa de morbi-mortalidade entre doentes com LES, conduzindo a insuficiência renal terminal em 17-33 % dos casos após 10 anos. O compromisso da função renal surge como resultado do processo imuno-mediado que envolve os leucócitos, os imunocomplexos, o complemento e as citocinas. Dados recentes, apresentados no Congresso de 2022 da&nbsp;<em>European Alliance of Associations for Rheumatology&nbsp;</em>(EULAR), sugerem novas vias de intervenção terapêutica da NL.</p>
<p><span id="more-2897"></span></p>
<p>O Dr. Konstantinos Tselios apresentou, durante o EULAR 2022, um trabalho que avaliou o impacto do tempo até à remissão e ocorrência de flares no desenvolvimento de doença renal crónica (DRC) avançada na NL. A partir da base de dados do&nbsp;<em>Toronto Lupus Clinic</em>, os investigadores mostraram que, após 9,5 anos, os doentes com NL tinham desenvolvido DRC avançada. Foi igualmente demonstrado que a remissão completa, no primeiro ano após o diagnóstico de NL, é um forte preditor de DRC avançada. A ocorrência de, pelo menos, um<em>&nbsp;flare</em>&nbsp;estava associado a um risco 2,7 vezes superior de DRC avançada.</p>
<p>Adicionalmente, um maior tempo de exposição a imunossupressores após a remissão estava associado a uma diminuição do risco de DRC avançada. Estes achados enfatizam a importância de alcançar uma remissão precoce, assim como a relevância de prevenir os flares com tratamento prolongado baseado em imunossupressores, com o intuito de maximizar a sobrevivência renal na NL.</p>
<p>As formas mais graves de NL (proliferativas) são tratadas com terapêutica imunossupressora (TI) de indução, seguida de manutenção de TI. No entanto, desconhece-se até agora qual a duração ótima do tratamento de manutenção nas formas proliferativas da NL.</p>
<p>A Prof.ª Doutora Noemie Jourde-Chiche, nefrologista, apresentou os resultados do WIN-Lupus, que avaliou se a descontinuação da manutenção com TI após 2-3 anos em doentes em remissão da NL proliferativa seria não-inferior à continuação da TI por mais dois anos. Na população por protocolo, a recaída ocorreu em 10,4 % dos doentes no grupo que continuou a TI e em 25 % do braço de descontinuação de TI. A não-inferioridade não foi confirmada para a taxa de recaída. O tempo até recaída renal não diferiu entre ambos os grupos e os flares graves do LES (renal ou extra-renal) foram menos frequentes no grupo de continuação de TI comparativamente ao braço da descontinuação, ainda que os eventos adversos não tenham diferido entre ambos os grupos.</p>
<p>Uma análise integrada de dados de Omics aponta vários caminhos com potencial interesse na investigação futura de fármacos para a NL, com implicações na inibição do proteassoma. O Dr. Loannis Parodis e colegas, que, a partir de dados de 41 doentes incluídos na d<em>rug gene interaction database,</em>&nbsp;analisaram os genes expressos diferencialmente (GED), as vias de atuação e a capacidade de os mesmos serem tratados farmacologicamente. Estes genes podem ser potencialmente tratados com 203 fármacos diferentes, nomeadamente com o inibidor do proteassoma bortezomib, que interfere com a regulação da catepsina B, ao passo que a ciclofosfamida interfere com a regulação dos membros da &#8220;superfamília do recetor do fator de necrose tumoral 1A” (SRTNF1A).</p>
<p>Uma análise&nbsp;<em>post-hoc</em>&nbsp;recente da autoria do Dr. Hans-Joachim Anders incluiu dados agregados dos estudos AURA-LV e AURORA-1 (com voclosporina). O novo inibidor de calcineurina (voclosporina) foi aprovado em 2021 nos Estados Unidos da América para o tratamento de doentes adultos com NL ativa, em combinação com imunoterapia como terapêutica&nbsp;<em>background</em>. Nos primeiros três meses de tratamento, 78,4 % dos doentes tratados com voclosporina e 62,4 % no grupo de controlo alcançaram uma redução ≥25 % no rácio proteína/creatinina (RPC) em amostra de urina. Após 12 meses, 52,6 % e 33,1 % dos doentes que receberam tratamento com voclosporina e controlo, respetivamente, alcançaram RPC na urina ≤0,7 mg/mg.</p>
<p>Estes resultados sugerem que a associação de voclosporina a um regime de&nbsp;<em>background</em>&nbsp;de micofenolato de mofetil e uma baixa dose de corticosteroides, em doentes com NL, poderá aumentar a probabilidade de alcançar os alvos de RPC na urina recomendados pela EULAR/ERA.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://healthtalks.newsfarma.pt/dados-apresentados-no-eular-apontam-novas-opcoes-de-tratamento-da-nefrite-lupica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
