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		<title>A onda R’ como alteração eletrocardiográfica no “coração de atleta”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 31 Aug 2019 19:29:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[ESC 2019]]></category>
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<p>A presença nacional fez-se notar desde logo na manhã do primeiro dia do ESC 2019 com a apresentação de vários trabalhos. Durante uma das sessões de pósteres moderados, centrada nos limites fisiológicos do coração de atleta, a <strong>Dr.ª Mafalda Carrington</strong> expôs os resultados do estudo “R&#8217;wave in precordial leads V1 V2 in patients from the young SCD SOS cohort”, resumidos igualmente em entrevista ao Cardio Talks. A interna de 3.º ano de Cardiologia do Hospital do Espírito Santo de Évora refere ainda quais os objetivos a médio e longo prazo estabelecidos que darão continuidade a esta investigação.</p>
<p><span id="more-2365"></span></p>
<p>“Este trabalho surgiu no âmbito do SCD-SOS (<em><strong>S</strong>udden <strong>C</strong>ardiac <strong>D</strong>eath – <strong>S</strong>creening <strong>O</strong>f risk factor<strong>S</strong></em>) <em>Survey</em>, um rastreio populacional em adultos jovens portugueses com menos de 40 anos”, começa por explicar a Dr.ª Mafalda Carrington, esclarecendo que o objetivo pretendido passava por avaliar “sinais de alarme de potenciais canalopatias ou cardiomiopatias que pudessem cursar com morte súbita”.</p>
<p>Para isso, a equipa de investigação comparou “os indivíduos que tinham uma onda R’ nas derivações V1 e V2” <em>versus</em> os que não apresentavam este padrão, confrontando “as características clínicas e eletrocardiográficas” de ambos os grupos em análise.</p>
<p>De acordo com a Dr.ª Mafalda Carrington, uma das conclusões foi de que esta “é uma alteração eletrocardiográfica relativamente frequente”. Por outro lado, os investigadores perceberam também que “a onda R&#8217; se associava de forma independente a um QTc – intervalo QT corrigido – e aos intervalos mais longos”. Outras das conclusões foi de que este padrão está associado ao género masculino e a índices de massa corporal mais baixos.</p>
<p>Quando questionada sobre a continuidade deste estudo, a Dr.ª Mafalda Carrington esclarece que dada a importância da onda R’ na correspondência a uma série de alterações, o grupo de investigação já tem “trabalho programado”, com objetivos traçados a curto prazo: “Análise de outras alterações, nomeadamente, de hipertrofia ventricular direita ou de alterações na aurícula direita”, assim como de outros padrões eletrocardiográficos. “Eventualmente, um dos objetivos mais a longo prazo, mas que requereria também um financiamento, seria fazer ecocardiogramas ou ECGs seriados nestes doentes para perceber qual a evolução e as implicações prognósticas deste padrão”, conclui.</p>
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